Aconteceu há bilhões de anos entre o nosso Criador e o capeta. Deus na Sua soberana sabedoria dialogava com o diabo justamente quando foi criado o Universo e em um dado momento perguntou-Lhe: - Senhor, onde vou morar dentro desse vastíssimo espaço sideral? De dedo em riste, Deus respondeu-lhe: - Estás vendo aquele planeta azul? - Sim, e daí? - É aqui que irás morar. O diabo sem perda de tempo ponderou: - Mas Senhor isto está me parecendo uma prisão perpétua. - Espere um pouco, ficarás confinado aqui neste lugar, sim. - Mas que lugar é este? - Este local será chamado após o ano de 1500 como “as quintas dos infernos”. Mas não tenhas medo. Não haverá tsunamis, terremotos, tornados e vulcões. Verás que estou dizendo-te a verdade! Quando lá chegar, pergunte a um habitante e ele confirmará respondendo-te: - Aqui, é onde o diabo perdeu as botas e a vergonha. Como não havia outra solução, o diabo aceitou passivamente, pois seria bajulado pelos subservientes, aliados de classe política e mais uma enxurrada de lacaios para azucrinar e torturar a vida do infeliz eleitor e esculachar internacionalmente a credibilidade do povão, anestesiado e anêmico. Está faltando “saco roxo” na praça!!!
O diabo aqui chegando, instalou-se na cidade de Salvador e já não gostou do nome, aí, mudou-se para o Rio de Janeiro e, depois, transferiu-se para Brasília, onde permanece até hoje. Nesses 506 anos de vida terrestre o diabo constatou que o povinho era cego, surdo e mudo, além de ingrato, tinha datas de comemorações de todo tipo exceto o “Dia dos Políticos”.
Entre as suas artimanhas, o diabo induziu os políticos “honestos” a participarem de uma corrida rumo ao enriquecimento ilícito através de mensalão, ambulância, dólar na cueca, compra de dossiê fajuto etc. Foi aqui que o diabo quase morreu de dor de barriga de tanto rir ao assistir as comédias de julgamento pelas tais comissões de inquérito (viva a pizza) e do excomungado plenário que considerou inocente todos os trambiqueiros, os tais “salvadores da pátria”, sendo advertidos para que não roubassem demais porque “é muito feio”. Enquanto que um trabalhador da Vasp pegou uma “cana” porque comeu (roubou) uma coxinha de galinha e eles encheram o rabo de reais. Ao que eu saiba só existe uma saída.
Fica instituído o dia 1 de abril como o Dia do Político.
Qualquer trouxa (como eu) que paga imposto, está autorizado por mim a comemorar esse dia tão importante com faixas, sem xingamentos ou palavrões, para que o diabo e a quadrilha de ordinários não se ofendam. Cada “homenagem” depende da criatividade do eleitor, seja da esquerda ou da direita e mande a conta pro Abreu.
Alfredo Figueiredo - RG MAER 2725