“Elvis não morreu”. Clichês a parte, esta será a sensação do público ao assistir à performance de Edson Galhardi hoje, às 22h, no Beef Street, do Alameda Quality Center. No palco, costeletas, trajes típicos da época e - pasmem – a mesma altura e peso trazem o melhor de Elvis Presley para um show memorável, onde não ficarão de fora os sucessos “Love Me Tender”, “Kiss Me Quick”, “It’s Now or Never” e “Always On My Mind”.
No repertório, a fase estonteante de Elvis: a década de 70. Foi nessa época que o rei do rock superou seus próprios recordes em apresentações para públicos até então inimagináveis. Período também marcado pelo corpo ainda esguio e o glamour e a extravagância dos trajes.
Tudo seguido fielmente por Galhardi, que fez questão de acrescentar aos seus figurinos – são mais de 130 – três réplicas oficias feitas pelos mesmos designers de Elvis com preços que variam de US$ 4 mil a US$ 8 mil. “Uma delas eu vou usar no show em Bauru”, adianta o artista.
O cover também persegue o físico do ídolo. A mesma altura de Elvis, 1,82 metro, pode ser considerada um presente da genética, mas para manter o peso, 86 quilos, foi necessário recorrer ao bisturi. “Meu biotipo é muito semelhante ao de Elvis. Mas tive que fazer uma lipo para tirar uma barriguinha de chopp”, admite.
As costeletas também não são originais de fábrica “propositadamente”. Na verdade, tratam-se de próteses importadas da Alemanha. “No dia-a-dia eu prefiro não ser reconhecido como o cover do Elvis. Eu não quero ter amigos pelo meu trabalho, eu quero ter amigos pelo que sou enquanto Edson”, pondera.
No show, entretanto, não ficam dúvidas: ele é Elvis, com direito até a tradicional distribuição de echarpes às mulheres. Sem coreografias ensaiadas, nem gestos e sorrisos estereotipados, o artista diz apenas reagir a seus próprios sentimentos. “Se eu quisesse imitar, pareceria falso. Acho que tenho crédito justamente por não fazer isso”, analisa Galhardi, que não admite dublagens.
A aceitação do cover entre os fãs do ídolo pode ser contabilizada pelo número de shows ao longo de 22 anos de trabalho: são mais de 2 mil no Brasil. “Os fãs compreendem o meu trabalho e sabem que represento Elvis com dignidade”, diz o cover mais antigo em atuação no País.
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Super-herói
Quando viu a foto de Elvis Presley no álbum de um amigo, aos 12 anos de idade, Edson Galhardi se identificou instantaneamente. Fã de super-heróis, foi assim que enxergou o ídolo vestido com capa e grandes costeletas. “Aquela imagem extravagante me chamou atenção e, depois, comecei a cantarolar suas músicas naturalmente”, lembra Galhardi.
Aos 16 anos, ele começou a tocar profissionalmente graças ao incentivo de seus patrões na época que, sabendo da admiração do garoto por Elvis, o motivaram a participar do extinto “Show de Calouros”, comandado por Silvio Santos. Apesar de ter sido reprovado, foi ali que a carreira artística começou.
Hoje, aos 38 anos, o artista não sabe dizer o que seria de sua vida se não fosse Elvis. “No bom sentido da palavra, eu fui afetado pela imagem, pelo jeito, pelo estilo do Elvis. Até mesmo psicologicamente, não sei o que seria de mim se não tivesse tido contato com ele”, afirma o artista.
Em 2007, completam-se 30 anos da morte de Elvis Presley, ou, na palavra do próprio Galhardi, da ausência física do ídolo. “Elvis não morreu. Sou cover há 22 anos e posso garantir que hoje há mais fãs do que há 25 anos”, coloca Galhardi.
E é com este amor que o artista pretende continuar fazendo seus shows, “até quando Deus permitir”. “Para mim, é sempre um prazer estar no palco, porque, antes de tudo, eu sou fã e meu show é uma sincera homenagem!”, emociona-se. Mais sobre o trabalho do artista no site: www.elvispresleycover.com.
• Serviço
Show de Elvis Presley cover hoje, às 22h, no Beef Street no Alameda Quality Center (rodovia Marechal Rondon, km 335). Couvert por R$ 15,00, sendo que a cada R$ 20,00 gastos por pessoa o couvert é liberado. Mais informações: (14) 3321-5000.