Fim de ano! Dois hábitos vêm à tona com força nessa época: a renovação da esperança e as resoluções de ano novo.
Observe o quanto ficamos ansiosos no momento da contagem regressiva para a chegada do novo ano... É incrível! Muitas expectativas, esperanças e alegria! Se pensarmos racionalmente, nada mais é que virar outra folhinha do calendário (em alguns casos trocá-lo), ou seja, simplesmente a passagem de 31 de dezembro para 1º. de janeiro. Mas vamos deixar a racionalidade para lá!
Nestes 10 segundos, quantos pensamentos não passam pela mente de cada um de nós (sonhos, vontades, objetivos pessoais e profissionais, conquistas). Como seria bom se esses 10 segundos durassem para sempre! Já imaginou se durante os próximos 365 dias pensássemos positivamente como na espera da chegada do ano novo?
E as resoluções de Ano Novo então?! Que tal se, além dos nossos objetivos pessoais, fizéssemos algumas resoluções pensando num bem maior, seja para a sua comunidade (bairro, empresa, escola) ou até para o país como um todo, tais como:
- Repudiar e mostrar a nossa indignação com a atitude de “nossos” senadores e deputados que aumentaram os próprios salários em 91%, enquanto que o salário mínimo está sendo discutido para chegar a míseros R$375,00! (É...quem diria...temos um presidente da República “do povo” e um presidente da Câmara “comunista”...que ironia!);
- Exigir apurações decentes dos casos de corrupção e punições aos indiciados (em qualquer nível que seja)! (Quantas denúncias tivemos notícias durante este ano? Quantos foram presos? Quantos políticos perderam seus mandatos? O que se apurou?);
- Exigir melhores condições de saúde, educação e emprego para a população brasileira;
- Propagar a ética em todos os meios (desde as pequenas coisas, como já discuti em texto publicado neste espaço, até o comportamento nas instituições).
Podemos, sim, em 2007, fazer a diferença! É claro que não há a mínima pretensão em mudar tudo em apenas uma contagem regressiva (e muito menos em um ano), mas a conhecida moral da fábula de Esopo (A Tartaruga e a Lebre) já nos mostra que “devagar se vai ao longe”. Pense nisso!
O autor, Ricardo Henrique Alves da Silva, é cirurgião-dentista, professor universitário e consultor em saúde - e-mail: ricardohenrique@usp.br