Regional

Jovem admitia riscos de anorexia

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Jaú - A jovem Beatriz Cristina Ferraz Lopes Bastos, 23 anos, que morreu de de complicações provavelmente causadas por anorexia e bulimia na noite do último domingo, em Jaú (47 quilômetros de Bauru), chegou a comentar com parentes que achava que morreria em breve. Os comentários, segundo a prima Cristiane Regina Ferraz Lopes, 29 anos, surgiram após as mortes, em novembro, da modelo Ana Carolina Reston, 21 anos, e da universitária Carla Sobrado Casalle, 21 anos.

Bia, como era chamada, sofreu, antes de desenvolver a anorexia, com apelidos pejorativos quando era adolescente e pesava cerca de 100 quilos. “Ela tinha o apelido de Bia Butijão na sétima série”, disse Valdete Sestari, sua professora. De acordo com a prima Cristiane, toda a família tinha conhecimento da doença e a monitorava. “Depois das refeições, a gente sempre ficava de olho para ver se ela ia ao banheiro, para evitar que vomitasse. Todos tinham esse cuidado, de nunca deixá-la sozinha.”

Ainda assim, Bia insistia em provocar o vômito depois das refeições, principal traço da bulimia, doença que freqüentemente acompanha a anorexia. Amigos e professores chegaram a criar uma comunidade no site de relacionamentos Orkut intitulada “Engorda Bia”.

A garota ficou internada em 2003 por duas semanas, o que se repetiu há poucos meses. “Às vezes, ela chegava na sala de aula comendo apenas uma pipoca”, disse a professora Jean Sudaia.

Por insistência da família, ela passava por tratamento psiquiátrico há mais de três anos. No domingo, ela chegou a ser levada para a Santa Casa de Jaú, mas não resistiu. Teve duas paradas cardíacas decorrentes da anorexia que a acometia havia pelo menos quatro anos. Os pais de Beatriz, que era filha única, não quiseram se manifestar.

Comentários

Comentários