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Ataques no Rio deixam 18 mortos

Folhapress
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São Paulo - A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Rio de Janeiro informou que o número oficial de mortos na onda de ataques ocorridos desde a madrugada de ontem é de 18 pessoas e não 19 como havia informado erroneamente durante a tarde. Anteriormente a SSP havia informado que um policial militar, que estaria internado, havia morrido durante a tarde. No entanto, a suposta 19.ª vítima dos ataques não é um policial militar e sua morte não tem ligação com a onda de violência, de acordo com a SSP.

De acordo com a SSP, o balanço oficial dos ataques e a lista com o nome dos mortos deveria ser divulgada ainda ontem. Mais dois ônibus foram incendiados na tarde de ontem - em Mesquita e em Niterói. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido. As ações foram semelhantes - os criminosos pediram para que os passageiros descessem e atearam fogo nos ônibus. Dos 18 mortos, sete ocupavam um ônibus da Viação Itapemirim incendiado no viaduto que liga a rodovia Washington Luiz à avenida Brasil.

O veículo havia saído de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e deveria chegar a São Paulo na manhã de ontem, com 28 passageiros. A lista com nome de todos os mortos não foi divulgada pela SSP. As sete pessoas morreram carbonizadas. De acordo com a empresa, alguns passageiros, assustados, fugiram do local e ainda são procurados pelas autoridades. A viação afirma que assumirá as despesas dos traslados dos mortos.

A Polícia Militar (PM) informou que três homens apontados por uma testemunha como envolvidos no incêndio foram presos. Eles estão com as mãos queimadas e não teriam apresentado justificativas para os ferimentos. Os soldados da PM mortos em decorrência dos ataques foram Robson Padilha Fernandes e o cabo Marcelo da Silva Oliveira. Eles foram atingidos em diferentes pontos do Rio. As outras vítimas são uma vendedora ambulante que estava perto de uma cabine da PM em Botafogo e um homem que estava na porta da 28.ª DP.

Sete supostos criminosos morreram em confronto com a polícia - dois em Mesquita, dois no complexo da Maré, um na avenida Ayrton Sena, um em Benfica e outro no morro do São Carlos. Com eles, os policiais afirmam ter apreendido dois fuzis, quatro pistolas e uma granada. A onda de ataques também deixou 22 pessoas feridas. Os criminosos atacaram a tiros delegacias, carros e cabines da Polícia Militar. Segundo balanço divulgado pela Secretaria da Segurança Pública, os criminosos agiram em 12 pontos.

Os alvos foram uma cabine da PM em Botafogo; o Shopping Carioca; a 6.ª DP (Cidade Nova); a 28.ª DP (Campinho); um carro do 31.ª Batalhão que estava na avenida Ayrton Senna; um outro carro da polícia que estava na Lagoa; o Destacamento de Policiamento Ostensivo em Mesquita; dois ônibus no Trevo das Missões; uma cabine da PM no shopping Nova América; dois ônibus na área do 14.º Batalhão da PM (Bangu); um carro do Batalhão de Policiamento de Vias Especiais na Perimetral e o Destacamento de Policiamento Ostensivo da PM do Alto da Boa Vista.

Crime organizado

Para o secretário da Segurança Pública, Roberto Precioso Júnior, a ordem para os ataques partiu de presos, que temem mudanças na administração penitenciária a partir de 2007, com a troca de comando do governo do Estado, e o endurecimento do regime disciplinar.

Ele afirmou que a série de ataques não foi organizada por uma única facção, mas por criminosos que se uniram em torno de interesses comuns para pressionar o governo a, mais tarde, negociar concessões e privilégios. Uma das preocupações dos criminosos seriam os prejuízos financeiros causados por ações do governo, como as de repressão ao tráfico de drogas.

O secretário disse que o movimento era monitorado pelo setor de inteligência e considerou que as ações da polícia evitaram um número maior de mortes. “Com as informações colhidas pela nossa área de inteligência e a colocação das forças policiais nas ruas, conseguimos evitar, apesar das lamentáveis mortes de policiais e inocentes, que houvesse uma tragédia de dimensão maior, como a ocorrida em São Paulo, onde centenas de pessoas foram assassinadas”, afirmou ele, em referência aos ataques promovidos pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Neste ano, a facção que atua em São Paulo promoveu três ondas de violência. Inicialmente, os alvos foram as forças de segurança e, depois, os atentados atingiram ônibus e prédios públicos.

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Reforço no Réveillon

São Paulo - Em meio a uma onda de ataques que provocou 18 mortes. Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Rio de Janeiro divulgou um esquema especial de policiamento para tentar garantir a segurança no feriado prolongado de Réveillon. Serão 20.734 policiais - 14.234 militares e 6.500 civis- nas ruas para o reforçar do policiamento.

Dez favelas no Rio serão ocupadas pelas Polícias Civil e Militar entre sábado e segunda-feira para evitar possíveis confrontos entre criminosos, conforme anúncio da SSP. A orla do Rio será policiada por 185 carros, 28 motocicletas e nove veículos especiais de praia. Já nas praias do Leme, Ipanema, Leblon e Copacabana - onde acontece a queima de fogos na virada do Ano Novo - foram instaladas 32 torres de observação onde policiais militares terão visão ampla das imediações para tentar evitar ocorrências.

Fogos

A Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos, da Polícia Civil do Rio, terá reforço de 50% de pessoal para fiscalizar os locais onde ocorrerão as queimas de fogos, inclusive nas balsas da praia de Copacabana.

Na virada do Réveillon o Esquadrão Anti-Bomba fará fiscalização preventiva em Copacabana, Leme, Ipanema, Leblon, Flamengo, Barra da Tijuca e Recreio para apreender material pirotécnico não autorizado.

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