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Livro ensina a aumentar inteligência

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A maioria das pesquisas mostram que o cérebro humano é pouco explorado. Apesar de ser uma das partes mais importantes do corpo, ela ainda é subutilizada. O livro “Aumente sua Inteligência Semana a Semana”, lançado neste mês pela Publifolha, tem a pretensão de ajudar as pessoas a tirar o máximo de proveito da sua capacidade intelectual. O escritor Bill Lucas apresenta 52 técnicas, baseadas em pesquisas científicas, que, segundo ele, potencializa a capacidade de aprendizado do cérebro. Elas são descritas passo a passo, e cada uma delas devem ser inseridas semanalmente na rotina daqueles que estão interessados em aprimorar a inteligência. Além das 52 dicas, o livro inclui opiniões de especialistas sobre como conservar a mente saudável e como aprender melhor e ter boas idéias. De acordo com o livro, as pessoas têm facilidades ou dificuldades dependendo de tipo de inteligência que possui: linguística, visual, musical, social, espiritual, matemática, física, emocional, ambiental e prática (veja quadro ao lado). O baterista Marcos Augusto Gomyde, 38 anos, por exemplo, enquadra-se, de acordo com a teoria de Bill Lucas, no grupo daqueles que possuem inteligência musical. Autodidata, ele consegue “tirar” uma música só de ouvido. Ou seja, ele é capaz de reproduzir uma canção sem a ajuda de partituras com as notas musicais da bateria. Aliás, Gomyde não conhece uma só nota musical. Ele consegue identificar todos os sons e suas diferenças, mas não saberia dizer se é um ré sustenido, um sol ou um lá maior. Gomyde diz que ele próprio cria suas notas musicais. “Quando quero tirar alguma música, pego uma folha e coloco algumas siglas que só eu entendo.” A paixão pela bateria surgiu na época do colégio. Gomyde conta que tinha vontade de tocar o instrumento mas não tinha como comprá-lo. Então, ele decidiu entrar na fanfarra do colégio só para poder levar o instrumento para casa e assim improvisava uma bateria. Gomyde diz que gosta de todos os estilos musicais. Segundo ele, em cada estilo sempre tem um ritmo interessante que pode encaixar perfeitamente em alguma música que porventura possa estar compondo. “O músico tem de ser eclético, senão ele não evolui”, ensina. Já a engenheira civil Haidée Malheiro de Oliveira Haddad, 51 anos, além da inteligência matemática, pode ser enquadrada também no grupo daqueles que possuem inteligência visual, que consegue perceber cores, formas e texturas na composição de uma tela.

Os quadros que tem em casa são todos de autoria própria. “Sempre tive vontade de pintar, mas nunca tive oportunidade de parar para aprender.” Quando encontrou essa oportunidade, chegou a produzir 12 quadros em um ano. Uma média de um por mês. Haidée descobriu assim sua habilidade para pintar.

O gosto pelo desenho vem desde a adolescência. Segundo ela, é algo que relaxa, dá prazer e estimula a imaginação. “A hora passa que você nem vê. Isso porque eu pinto não por obrigação, mas por lazer”, afirma.

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