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Com calor, procura pelo albergue cai

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

No verão, cai a procura pelo Albergue Noturno. De acordo com Nilza Oshiro, assistente social do Centro Espírita Amor e Caridade (Ceac), que administra a instituição, o movimento chega a ser reduzido pela metade no calor. A média diária de moradores de rua e pessoas que estão de passagem em Bauru e que pernoitam no albergue cai de 60 para 30.

Nos períodos de frio e chuva, a entidade recebe um número maior de pessoas para passar a noite. Já no verão, a procura cai bastante. “Essa queda já é notada desde o início de dezembro. As pessoas se sentem mais livres no verão. Elas se acomodam em qualquer lugar”, observa a assistente social. Durante o inverno e em dias de chuva, o albergue é uma das únicas opções que essa população em trânsito tem para pernoitar.

Oshiro explica que os bauruenses que dormem no albergue são os moradores de rua, que também almoçam na instituição, ou as pessoas que estão com problemas familiares. Todos os dias, são servidos cerca de 30 pratos no almoço, que atende apenas as pessoas que dormiram na entidade. Em dias de chuva e frio, quando muitos aparecem para o pernoite, são servidos até 70 pratos de sopa.

Enquanto a procura pelo abrigo diminui no verão, o número de pessoas pedindo esmolas nas ruas aumenta. Aproveitando o espírito de caridade da época, algumas pessoas passaram a pedir dinheiro dentro dos ônibus coletivos de Bauru. Para coibir a prática, a Transurb - associação que representa as três empresas do sistema de transporte coletivo da cidade – orientou seus motoristas e cobradores a coibir esse tipo de mendicância.

Os funcionários avisam aos pedintes que essa ação é proibida nos coletivos. O período de férias escolares também provoca o aumento do número de crianças pedindo dinheiro ou vendendo produtos nas esquinas da cidade. Nas duas primeiras semanas de dezembro, o Conselho Tutelar realizou quatro operações para recolher essas crianças e orientar suas famílias sobre o caso. Foram recolhidos cerca de 20 menores que vendiam doces, sacos plásticos de lixo e pediam dinheiro no Centro e também ao redor de supermercados.

As famílias foram encaminhadas aos Centro de Referência em Assistência Social (Cras). As que já recebiam acompanhamento do conselho e são atendidas com programas de transferência de renda foram advertidas e os casos de reincidência são levados à Vara da Infância e Juventude.

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