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Servidores municipais reclamam da qualidade da comida da marmitex

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Arroz, feijão, farofa de couve e carne de porco. A combinação parece boa, mas o cardápio não agradou ontem alguns funcionários do Pronto-Socorro Central (PSC). Não que sejam exigentes com a composição da marmitex, mas alegam que a carne estava estragada. A informação é contestada pela empresa que fornece a alimentação à prefeitura.

No entanto, em outras ocasiões, queixas da mesma natureza chegaram ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm). Segundo a diretora Idelma Corral, em novembro do ano passado o problema já havia sido relatado não só pelos funcionários do PCS, como também pelos da Área Azul.

O caso foi levado ao então presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Célio Bucceroni.

“Mas não é do nosso conhecimento. Recebemos reclamação por escrito. A nutricionista (do PSC) volta de férias amanhã (hoje) e esperamos uma visita dela (nesta quarta-feira). Servimos quase 500 refeições por dia e as únicas (queixas) foram dessas duas pessoas (funcionários do pronto-socorro)”, comenta a gerente da empresa que confecciona a marmitex, Valéria Nogueira.

De acordo com ela, no ano passado o estabelecimento recebeu apenas a recomendação, por parte dos servidores, de evitar lingüiças porque alguns funcionários deixariam para fazer a refeição na madrugada e, fria, a carne não era boa.

Crítica

Já o funcionário do PSC e diretor do sindicato Benedito Guerra contesta a informação. Ele garante que as queixas são antigas e ninguém da prefeitura toma providências. Só após comunicar as chefias com antecedência é que o sindicato levou o problema ao conhecimento da Vigilância Sanitária e da imprensa.

“Alguns funcionários comeram só o arroz e feijão (que vêm separados). Outros jogaram tudo (fora). Tomaram sorvete e comeram salgados (para passar o dia)”, comenta.

Diante da reclamação, a Vigilância Sanitária municipal fará uma visita à empresa para verificar se o problema pode ter sido causado na confecção dos alimentos ou na utilização e conservação por parte do servidor, informa a assessoria de imprensa da administração municipal. No total, 120 marmitex são entregues nos Prontos-Socorros.

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Licitação

A empresa responsável pela confecção da marmitex foi vencedora de processo licitatório realizado no encerramento das atividades da cozinha do Caic. O contrato foi assinado no final de junho de 2006.

No início do segundo semestre do ano passado, quando as marmitex passaram a ser entregues nos Prontos-Socorros, também houve uma reclamação isolada, admite a assessoria de imprensa da prefeitura. Na época, representantes do Conselho Gestor e uma nutricionista da Secretaria Municipal da Saúde fizeram uma visita à empresa e nenhuma irregularidade foi constatada.

Desta vez, somente um funcionário reclamou da alimentação servida ontem, conclui a administração municipal por meio de assessoria de imprensa. Porém, conforme a reportagem constatou, vários servidores permaneceram em silêncio por medo de represálias.

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