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Grupo da Terceira Via perde força com denúncia contra Jungmann

Folhapress
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Brasília - As denúncias contra o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) causaram alívio nos parlamentares que apóiam a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) à Presidência da Câmara. A avaliação é que o “grupo dos 30”, liderado por Jungmann, que pretende lançar um nome alternativo na disputa, perdeu força e deve ser esvaziado.

Jungmann foi acusado pelo Ministério Público no Distrito Federal de ter participado de um esquema de corrupção no Ministério do Desenvolvimento Agrário quando respondia pela pasta, no governo Fernando Henrique Cardoso. O deputado nega as acusações.

“O Raul Jungmann matou a terceira via. Ele era o porta-voz da terceira via e agora não tem mais como defender a alternativa do grupo ético”, disse o líder do PL na Câmara, deputado Luciano Castro (SP). “É preciso deixar claro que Jungmann nunca deu o direito de defesa a ninguém. Pelo contrário, prejulgou e linchou todos os investigados no caso dos sanguessugas e em outras denúncias, como se fosse um ‘torquemada’ (inquisidor] de plantão”, acusou o ex-deputado José Dirceu (PT-SP), no seu blog.

Coincidência

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), integrante do “grupo dos 30”, admitiu que as denúncias podem prejudicar a viabilidade de uma nova candidatura, porque muitos parlamentares podem ficar com medo se tornarem alvos. Ele desconfia do momento em que a denúncia foi divulgada. “Achamos uma coincidência (a denúncias) ter saído agora (no momento em que se articula uma candidatura para combater Chinaglia e Aldo rebelo), mas sem condicional”, afirmou.

Gabeira advertiu, no entanto, que não há motivos para desistir da candidatura alternativa. “Nós consideramos que a terceira via é maior do que estes problemas. É uma necessidade histórica, que não é abalada porque um dos articuladores é denunciado”, disse. “Até porque a atitude do Jungmann frente as denúncias foi a altura do que nós esperávamos”, complementou.

O deputado pernambucano convocou a imprensa para uma entrevista na segunda-feira, às 10h30, para contestar as acusações.

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