Nacional

PDT oficializa apoio ao presidente Lula

Por Andreza Matais e Clarice Spitz | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A Executiva Nacional do PDT oficializou ontem, no Rio de Janeiro, a entrada do partido no governo de coalizão que vai sustentar o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram 151 votos favoráveis ao apoio, 31 contra e apenas uma abstenção. Segundo apurou a reportagem, o PDT vai tentar conquistar um ministério no governo federal - Educação, Trabalho ou Previdência.

O partido, no entanto, já avisou ao presidente que pode rever o apoio se forem realizadas as reformas da Previdência e Trabalhista. O PDT chegou a integrar o primeiro mandato de Lula, ocupando o Ministério das Comunicações, mas rompeu com o governo após divergências sobre a condução das políticas públicas.

A decisão do partido sobre o apoio a Aldo Rebelo (PC do B-SP) ou Arlindo Chinaglia (PT-SP) na disputa pela presidência da Câmara só sairá na próxima semana, quando o PDT volta a se reunir, em Brasília, para discutir o assunto. O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, adiantou que a legenda trabalha para que a base aliada tenha apenas um candidato. Segundo Lupi, se optar por um dos dois nomes, o partido irá fechar a questão. Ou seja, os 24 votos irão para o candidato escolhido. “Nós trabalhamos no sentido de resgatar a imagem da Câmara e para que o governo de coalizão tenha um candidato único”, afirmou.

O deputado federal eleito Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) disse que o apoio do partido ao governo de coalizão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do apoio, Paulinho não deixou de fazer críticas ao governo Lula. Segundo ele, os primeiros quatro anos do mandato petista foram um “desastre”. No entanto, ele disse que o PDT irá dar um “crédito” para o segundo mandato de Lula. “Vamos dar um crédito de confiança. Estamos achando que pode melhorar”, afirmou.

Paulinho afirmou que o partido ainda não definiu qual candidato irá apoiar para a presidência da Câmara. Ontem, dois candidatos da base governista - Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Aldo Rebelo (PC do B-SP)- disputam o posto. “Temos muito tempo até o dia 1º (de fevereiro). Temos de ficar vigilantes. Acho melhor brigar nas questões pontuais”, afirmou. Segundo ele, o PDT irá conversar com os dois candidatos antes de decidir o candidato que irá apoiar na Câmara.

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