Programa Escola da Família
O programa foi inaugurado em agosto de 2003 , obteve excelentes resultados, diminuiu a violências nas escolas, entre outras. Facilitou a vida de muitos universitários beneficiados pelo programa, ou seja, sem este não estudariam em universidades privadas. Cumprindo 16 horas/mês e realizando projetos na unidade escolar.
Conheci e conheço muito bem o programa, mas qual será a reação da população diante deste acontecimento triste (redução)? Sei que o governo quer reduzir custo e tirar casquinha da situação de algumas escolas que não obtiveram o resultado esperado da Diretoria de Ensino (pouca procurada da população local). Agora o governo do sr. Serra quer implantar na primeira série dois professores em cada sala de aula. Seria assim o professor normal, mais o universitário auxiliando nos deveres dos alunos; ensinando os alunos na alfabetização (ler e escrever). Nesta série, onde os alunos mais repetem, concordo. Há o outro lado da moeda: as crianças e adultos ficaram à mercê da falta de atividades realizadas pelos universitários . Sr. governador, pense bem no que está fazendo. Estas crianças de hoje são jogadas ao vento e salve-se quem puder. Só aqui, das 47 escolas 28 escolas foram excluídas e somente 19 manterão suas atividades do Escola da Família.
Sr. Serra, vamos pagar caro com isto, pois as crianças correm o risco de partir para o mundo do tráfico do drogas, da violência ...mas pra quê? Por falta de público nas escolas ou simplesmente para reduzir custo. Já chega que o CEFAM foi extinto pelo governo Alckmin.
Adriano Francisco - RG 3453784-7
Apelo aos Srs. Vereadores
Faço-me uso deste espaço cedido pelo JC com o objetivo de alertar e ao mesmo tempo fazer um apelo aos vereadores de Bauru. Senhores, vocês estão na iminência de aprovar um projeto de lei sob o nº 92/06, processado sob o nº 229/06, que poderá acarretar sérios danos aos servidores municipais ativos e inativos da nossa cidade. Trata-se do projeto que enviará os atuais inativos do DAE, PMB e CMB, para a Funprev. Senhores, não abordarei esse assunto de forma técnica, isto porque nem mesmo uma página inteira deste jornal seria suficiente para apontar e provar que tal iniciativa “aprovação do referido projeto” não será salutar. Senhores vereadores, esse projeto de lei necessita de maior discussão, aprova-lo neste momento é para a Câmara Municipal um tiro no escuro e isso é perigoso. O que lhes peço e que sejam meticulosos nesta sessão extraordinária que definirá o referido assunto, não estou pedindo que não o aprovem a transferência, o que precisa ser feito é um estudo mais aprofundado do assunto, até porque o prazo que haja apenas um gestor previdenciário esgota-se em janeiro de 2008.
Portanto, um assunto dessa natureza requer uma discussão ampla, com maior participação de todos os envolvidos e ainda eu posso afirmar com convicção: o Ministério da Previdência não aprovará a transferência nesses moldes, ou seja, o CRP continuará suspenso e a aprovação se tornará inócua. Vale destacar que o fator equilíbrio atuarial, “um dos principais critérios para emissão do CRP”, está nesse momento sendo considerado irregular pelo Ministério, quer dizer, com a transferência nesses moldes, esse fator ficará ainda pior, ou seja, o CRP continuará suspenso. Por fim, que Deus os ilumine e nos proteja.
Vanderlei Aparecido Tomiati - munícipe, servidor público municipal e presidente do Conselho Fiscal da Funprev - RG 18.682.530-4 SSP SP
Política suja
Será que nossos políticos não sentem vergonha de suas ações? Os deputados federais ficaram o ano todo discutindo o aumento do salário mínimo e chegaram à conclusão que o trabalhador não merecia mais que R$ 25,00 de aumento no ano mas, para eles, em uma sessão, quase aumentaram seu salário de R$ 12.000,00 para R$ 24.000,00. A democracia não permite pena de morte, mas eles estão matando o trabalhador de fome. Isto é a nível federal, estadual e municipal, com o salário de R$ 350,00 mensais.
Nossos vereadores não fazem nada o ano todo. Eles só fazem projetos para extorquir o contribuinte e a cidade está abandonada como um barco à deriva no meio do mar. E para eles engordarem suas contas bancárias fazem as tais sessões extraordinárias, que rendem a eles um bico mais do que o salário de um trabalhador durante um mês, isto é, em cada sessão extraordinária. Tenho saudade dos prefeitos Franciscato e do governo do Sbeghen, homens honestos. Nunca tivemos uma administração sem capacidade como a atual.
Os cargos de confiança consomem todo dinheiro que pagamos em taxas, IPTU, água, esgoto, iluminação, solo e até o ar que respiramos. Na prefeitura tem mais cargos de confiança do que concursados, que são todos cupinchas, parentes, amigos e cabos eleitorais dos políticos. Os maiores desvios na prefeitura são praticados pelos que ocupam cargos de confiança. Cargo de confiança é cabide de emprego.
Severino Dario - RG 1.237.457
“Troca-troca”
Mais um vereador troca o Legislativo pelo Executivo, num claro desrespeito à vontade popular, numa cabal demonstração de “promiscuidade político-institucional”. E o prefeito sr. Tuga (sem partido) ainda diz que “não se envolve no Legislativo”. Quem dera isso fosse verdadeiro. Daqui a pouco, na Câmara Municipal só restará “suplentes”. Depois se queixam das críticas, críticas aliás feitas diariamente nesta “Tribuna” por cidadãos bauruenses que lhes pagam seus salários, os serviços e bens públicos de suas excias. Deveriam respeitar, ou melhor, honrar. Qual a importância do voto do eleitor que elegeu determinado legislador? Aquela importância de sempre: nenhuma.
Portanto, cabe aqui uma lembrança: é preciso cumprir o acordado (compromisso) com a sociedade (eleitorado), esses cidadãos (vereadores) que se ocupam de fazer leis e de fiscalizar o Executivo... sempre dispostos a colaborar... Faz todo o sentido. Agora, trocam de partidos, trocam de poderes, trocam de opinião (atitudes)... trocam, enfim, numa perversão do critério político-moral. Quanto ao sr. prefeito, gostando ou não de críticas, a contagem regressiva do seu governo já começou e cedo ou tarde, preferencialmente cedo, é preciso que essa administração acerte o passo com a cidade, já que está sobrando retórica e faltando realizações. A questão que interessa a cidade é: resultados virão? Em que medida? Respostas a essas e outras perguntas que ilustram o sentimento de boa parte da população, virão? Não precisa responder, seu silêncio já diz tudo: seja como for, utopias à parte, na realidade verdadeira dos fatos, o que vemos em Bauru atualmente é “uma cidade mais feia, mais injusta e mais anti-democrática”. Ou não?
De qualquer forma, nós (sociedade), com a vigilância do JC, iremos sempre cobrar por melhorias (resultados), é nosso direito e dever de cidadão, mesmo porque já passou da hora desse governo mostrar seu trabalho, começar a se mexer de verdade e apresentar resultados práticos a população. Ou será que ainda é cedo para cobranças? Ficar só reclamando do orçamento adianta o quê? Culpas pretéritas de outros governos justificam o quê? Hein? Hã?
PS - Não adianta vir com esse papo de “criticar é fácil, fazer é mais difícil”; suas excias. foram eleitos para que, exatamente? Outra coisa: extinguiu a Sear e a Sagra, por que não extinguiu também a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE)? De longe a mais prescindível delas; de perto, também.
Aurélio da Silva Braga
Viaduto, ainda a polêmica
Eu não poderia deixar de voltar a esta democrática coluna, diante das manifestações neste diário, bem como pelos diversos telefonemas que recebi de amigos e conhecidos. Nesta coluna, cinco bauruenses já se manifestaram. Nicanor, Suzana, Sargasso, Ricardo e, por último, na data de 11-01-07, Matilde Lemos.Obrigado. Não sou jornalista e tão pouco conheço a estatística que a imprensa possui a respeito de quantos cidadãos a manifestação de apenas um pode representar. Acredito que mais da metade da população desta cidade deseja a conclusão das obras aqui questionadas. Para meu espanto e da grande maioria de bauruenses, as pessoas a quem de direito e, por que não dizer, de obrigação, até a presente data não se manifestaram para dar se quer uma mínima explicação.
O porquê das obras estarem paradas. A população não só merece uma explicação, mas tem todo o direito de saber; afinal, ela paga por isso. Gostaria ainda de dizer que este questionamento não tem a finalidade de criticar pejorativamente a atuação de nossos administradores públicos. Bem sabemos que nossa administração está desmotivada e desanimada, pra não dizer totalmente apática e inerte. Quero com esta manifestação motivá-la, e cobrá-la, pois gostaria que ela aceitasse meus comentários como uma crítica construtiva; a final; todos queremos o bem de nossa cidade e qualidade de vida para sua população.
É preciso eliminar esse pessimismo que rodeia nossa cidade, produzir energias positivas e usar toda vontade e sabedoria em prol da população. Nossos homens públicos precisam conversar mais sobre administração pública do que política partidária. Isto é pra época de eleições, agora é preciso trabalhar. É preciso banir de nosso dia-dia problemas como o das más condições de nossas vias públicas; buracos e enchentes, sujeiras nas calçadas, coleta de lixo, pichações e violência; fatos como o relatado nesta coluna pelo leitor Marcelo José Alves em 07-01-07. Que vergonha e falta de preparo do funcionário municipal. Cada funcionário, efetivo ou de confiança; deve ser em sua individualidade responsável pelo trabalho bem feito, e cabe aos eleitos orientar e conferir.
É preciso transformar esta cidade num paraíso bom de se viver. Isto contribuiria em muito na atração de novas empresas para a cidade. Produzir geração de empregos e aumento na arrecadação. Não dá mais pra chorar por atitudes de administrações passadas. Precisamos disto tudo e merecemos. Se há falta de recursos, usem a criatividade e sabedoria. Pra isso foram eleitos pela população. Temos aí o Palácio dos Bandeirantes, Planalto, BNDES, etc, pra tocar a campainha. Em se tratando de administração pública, não pode haver discriminação partidária. Se houver, cabe aos srs.políticos eleitos a denúncia.
Senhor prefeito e secretários, srs. vereadores, srs. empresários, vamos conversar. Buscar soluções que visem o bem comum. Tenho certeza que todos amam esta cidade. Está mais do que na hora de resolver os problemas que assolam nosso cotidiano.
Aluisio Pinelli: pinelliarribabauru@yahoo.com.br
Circo e Pão
Apesar de não estarmos vivendo debaixo do domínio de um império como ocorreu com alguns povos no passado que estiveram sob a tutela (se é que posso chamar assim) de grandes impérios, como o Babilônico, Egípcio ou Romano. Este último com uma forma bastante peculiar de entreter o povo, diziam os cabeças; o que o povo quer e precisa é pão e circo e essas necessidades eram dadas, comida, é claro, e o circo por conta das arenas onde gladiadores se enfrentavam e no final do embate aquele que ainda permanecia de pé devia seguir a ordem do soberano que decidiria se o vencido deveria ser morto, isso se já não estivesse, é claro. Estamos vivendo uma época em que a diversão eletrônica (TV – a chamada janela do mundo) parte do circo de entretenimento que nos é oferecido está para lá de ruim, com programas medíocres que são, na verdade, um atentado a inteligência e cito alguns exemplos: “Casos de família” onde os barracos familiares são explorados de forma que todos pensam que estão resolvendo a questão e que na realidade estão expondo ao ridículo problemas que deveriam ser discutidos em família, em casa, e aí então se chegar a um denominador comum quanto a melhor forma de se enfrentar aquela dificuldade. Posso ser tachado de utópico, mas sem problemas, não ligo.
Outro exemplo: “Tudo é possível”, onde um panaca para decidir se fica com a moça tem que sair com a mãe da garota; pode um negócio desses??? A moça dos dedinhos comanda essa jóia de programa. Eu poderia citar um monte desses lixos que são jogados para a população que infelizmente, como no passado, quer ver o circo pegar fogo, torcendo para que os soldados do fogo estejam de férias para não sobrar nada. Assiste e dá a audiência necessária para que essas besteiras continuem no ar.
Bom, apresentei isso tudo como preâmbulo para mencionar na minha e unicamente minha opinião o derradeiro e definitivo circo que nos é apresentado de novo, o famigerado “Big Brother Brasil”, um verdadeiro zoológico humano, onde pessoas (aquilo são pessoas mesmo?) ficam numa jaula se digladiando fisicamente às vezes e psicologicamente quase sempre para ver quem é o novo imbecil que sairá da casa com um milhão de reais e direto para a fama, uma fama efêmera, diga-se de passagem.
Como esses idiotas podem se colocar nessa situação? E o que mais me assusta é saber que esse enlatado mesmo não acrescentando absolutamente nada é visto por muita, mas muita gente mesmo que se envolve ligando, teclando para mandar e-mails, enviando mensagens de msn para decidir quem fica no hospício e quem vai embora, julgando os espécimes de homo-retardadis (tive que criar o termo) que se mostram, se mostram, se fazem de tudo para se mostrar, afim de conquistar a simpatia dos espécimes de homo-espectadoris (criei esse também). Para esses então votarem nele ou nela.
Não posso e não vou me conformar com isso, vamos agir contra essa baboseira e nos mobilizar por uma programação inteligente que acrescente, que nos informe, que nos eduque, que nos atualize, boicotando essas tranqueiras e que não fiquemos reféns de coisas como o temperamento do homem do baú que muda a programação do SBesteira mais do que mudamos de roupa ou reality shows como esse que são atraso para pessoas inteligentes e que na realidade só querem mostrar o pior das pessoas. Com advento do vídeo cassete e o dvd agora podemos nos livrar disso e vermos um bom documentário, um bom filme, um show, enfim, existem várias maneiras de se esfolar um gato (que exemplo rude, não?). Vamos dar um basta nesse monte de lixo que nos é oferecido. Queremos diversão? Queremos o chamado circo? Sim, mas com qualidade, faça-me o favor.
Para não dizer que não falei do pão, o pão francês no sistema de venda por unidade era melhor, não é mesmo?
Francisco Carlos Sanches
UM MAL INCURÁVEL
Ele surge geralmente após os 65 anos de idade. O leigo no assunto identificará o portador do mal como sendo uma pessoa caduca, esclerosada. Suas causas ainda não são completamente dominadas pela ciência contemporânea. Parece haver uma ligação a certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais. A sua instalação no organismo humano é gradual. Ele vai deteriorar as funções da memória, do raciocínio e da lógica. É a forma mais comum de demência.
O paciente costuma apresentar alguns dos sintomas elencados: 1) mudanças no comportamento, tais como: teimosia, irritabilidade e agressividade; 2) dificuldades em tomar decisões, que antes fazia facilmente; 3) esquecimentos repetidos, tais como nomes de pessoas, números de telefone, compromissos marcados, etc.; 4) evita outras pessoas, como amigos e familiares; 5) perde a linha de raciocínio quando fala com outra pessoa; 6) perde o interesse por coisas que costumava fazer; 7) tem dificuldades em usar um telefone, guiar automóvel, usar um videocassete, controlar um talão de cheques; 8) toma atitudes inusitadas como, por exemplo, guardar uma chave dentro da geladeira.
Mas somente um médico poderá diagnosticar se um ou mais dos sintomas supracitados estão diretamente vinculados à doença. Porque diversos fatores psíquicos e/ou somáticos poderão ocasionar o aparecimento dos sintomas sugestivos acima elencados. Um médico poderá nos dar maiores detalhes sobre o que estes sintomas significam. Não há no momento, uma cura definitiva para a doença. O tratamento medicamentoso, sob prescrição médica, terá apenas o efeito de controlar e suavizar o avanço progressivo da doença.
O que então o indivíduo sadio poderá fazer para tentar diminuir o risco de desenvolver a doença? Exercícios físicos constantes, estimular o cérebro com leituras de jornais, revistas ou livros, fazer palavras cruzadas, estudar uma língua estrangeira, ver TV, ouvir rádio e participar de eventos sociais. Este texto é uma síntese de um folheto explicativo de 12 páginas, publicado por Novartis Biociências S/A, São Paulo (SP), sob o título de: “Entendendo a doença de Alzheimer”.
Gilberto Sidney Vieira - professor - RG 3.476.358-2
Condolências à Família Santinho
Dhaercilio partiu para o Oriente Eterno, deixando boas lembranças e muita saudade!!!
Homem honesto e justo. Dividia seu tempo entre família e trabalho, essa lacuna se fará sentir por todos que com ele conviveram.
À vocês, Elvira, Regina e Claudia, por nossa amizade que consiste há várias décadas, repito algumas palavras do escritor João Guimarães Rosa : “As pessoas não morrem, ficam encantadas”!
Ao perder um ente querido, devemos visualizá-lo feliz na eternidade. Que estas palavras possam amenizar a dor da perda do fiel companheiro e pai amoroso. Que as Bênçãos Divinas aqueçam seus corações.
Julieta Bichusky - aposentada
Agricultor, cidadão de segunda categoria?
Diferente do que alguns acreditam, é a agricultura a atividade mais antiga do homem, e a segunda em antiguidade é a segurança. Mas sobre a agricultura parece pesar uma estranha maldição, e em todo mundo o agricultor de forma velada ou explícita é visto como cidadão de segunda categoria.
Talvez a simplicidade do homem do campo que não tem tempo para se especializar “nas finuras dos homens da cidade”; talvez a boa fé que a maioria tem e facilmente acredita em qualquer conto ou promessa; talvez o seu dia a dia em contato com a terra que já foi amaldiçoada um dia; talvez seu aperto de mão com uma mão calejada, que a alguns incomoda; talvez tudo isto e mais alguma coisa faça deles alguém com aspecto de homens inferiores, mas será que é isto o que são? Será que em uma cidade como a nossa eles devem assistir passivamente a extinção de uma escola de agricultura, como a que tínhamos e transformá-la em um Instituto Penal Agrícola? Não que qualquer agricultor honesto seja contra cadeias, pois afinal não é para eles que elas se destinam.
Será que nos dias atuais eles devam passivamente assistir a extinção velada de sua secretaria? Pois a ação mudou de nome para anexação.
Mas o que é uma secretaria? E para o que serve um secretário? Não é o local de trabalho de um funcionário de primeiro escalão em contato direto com o administrador da cidade, do qual deve levar as diretrizes e soluções de problemas para um determinado segmento da sociedade, e trazer deste segmento as aspirações e os problemas a serem resolvidos?
Não é um homem ou mulher que além da confiança do administrador tenha que ter a confiança do segmento ao qual se destina ou representa; e como poderá fazer isto se a agricultura é categoria que não mereça ter representante próprio?
Nós sabemos que em Bauru, a Secretaria de Agricultura, nasceu do anseio geral da categoria, mas também sabemos que infelizmente ela foi criada sem pernas para andar, pois nunca teve todos os meios de que necessitava. Sabemos que seus primeiros funcionários eram aqueles que sobravam em algum lugar da administração e foram transferidos para ela; e como é do conhecimento de todos: funcionários que estão sobrando, não são os mais indicados para uma secretaria onde tem que suar a camisa (coisa que os homens do campo conhecem bem e os da cidade acostumados com ar-condicionado já não se lembram mais o que quer dizer).
Talvez por isso ela já nascesse bastarda, mas agora quando parece que começa a andar, será que é a hora de extingui-la? Não que concordamos com tudo que ela tenha feito, pois no caso do projeto de regulamentação das feiras livres, que sabemos ser uma necessidade, não concordamos em querer aplicar na totalidade o código sanitário a um comércio a céu aberto, em bancas onde por baixo corre a enxurrada e por cima sobrevoam os pombos e os pardais; mas isso sabemos ser culpa, de que a maioria dos ilustres participantes destas discussões desconhece feiras livres, e no máximo sabem que atrapalham os carros entrarem e saírem das garagens.
Senhor prefeito, ainda é tempo de repensar; não faça nós da apicultura, que é a alma da agricultura, ter que olhar para o senhor como para aquele fazendeiro: cujo gado é apenas números, e que depois de uma vaca ter dado bastante leite para suas crianças ou um boi puxado por muito tempo seu carro, ele os manda para o açougue, dizendo ser o melhor a fazer; e ainda diante de nós querer fazer o discurso de um homem humano; senhor prefeito, o agricultor merece e precisa ter sua própria secretaria, mesmo que ela, como todos nós, não seja perfeita.
Nivaldo Vitte Guion - presidente da Associação Bauruense de Apicultores
Alerta aos usuários de ônibus coletivos em bauru
Senhores usuários de ônibus coletivos em Bauru:
No 22/12/2006, por volta das 11h10, entrei em um coletivo da linha Nobuji Nagasawa sentido centro-bairro e ao descer-mos a rua Araújo Leite, em um dos pontos, entrou, pela porta de traz, um rapaz que imediatamente começou a distribuir folhetos claramente xerocados, onde dizia ser portador de câncer na perna e estava pedindo ajuda. Ao chegar à roleta, pediu a atenção dos passageiros e fez um discurso, mostrando nas mãos uma foto embrulhada em plástico semitransparente, de um rapaz não identificado, e disse ser seu irmão, que o mesmo sofria de câncer na perna e que ele estava pedindo ajuda por estar desempregado. O rapaz do ônibus é branco e o da foto mais escuro que ele, mas não negro.
Não se identificou, não disse de onde era, não disse mais nada, somente isso. Observei que o povo que estava no coletivo, na maior boa vontade e sem desconfiar de nada, colaborou com ele de forma caridosa. Com certeza ele deve ter angariado cerca de uns 20 reais em 5 minutos que esteve dentro do ônibus, sem que o motorista ou mesmo o cobrador (por incrível que pareça, nessa linha e horário tinha um cobrador) nada dissessem ou fizessem
Fui onde deveria ir e, por volta das 12h30, tomei outro coletivo, agora na av. Marcos de Paula Rafael, com destino ao centro e, para minha surpresa, um outro rapaz, esse negro, entrou também pela porta dos fundos com os mesmos panfletos e a mesma foto do anterior. A história é a mesma. A foto é a mesma, só o rapaz era outro. Novamente o motorista (nesse não tinha cobrador) nada fez ou disse.
Desconfio tratar-se de um golpe e que esses rapazes estão se aproveitando da boa fé do povo para encher seus bolsos sem precisarem trabalhar para isso.
Vejamos: se na primeira vez ele deve ter conseguido, em apenas 5 minutos, 20 reais, se fizer o mesmo em 10 ônibus, possivelmente arrecadara 200 reais. Levando-se em conta o tempo de descer de um ônibus e tomar outro, repetir o processo, digamos que ele demore entre um e outro, cerca de 20 minutos, então demoraria cerca de 3h20 para fazer esses 10 ônibus e parar. Teria 200 reais por dia em apenas três horas de “trabalho”. Conseqüentemente, uma média de 6.000 por mês. TRABALHAR? PARA QUÊ?
Paulo Sacconi Martinez
O uso do subjuntivo
Os modos verbais devem ser usados adequadamente, conforme as circunstâncias das ações e/ou outros fatores aos quais os verbos se refiram, pois todas as línguas neolatinas já têm os seus modos verbais alicerçados na própria gramática latina e são idênticos e equivalentes em todas elas, mesmo nos dias de hoje. É claro que para fazer poesia não é necessário que o poeta conheça a ars poetica latina toda como datilus, expondeus, pirriquius e troqueus. Mas para bem se expressar em língua portuguesa e outras neolatinas, precisa conhecer os modos verbais.
O modo subjuntivo é aquele que é usado para se exprimir votos como “Que Deus te ajude”, esperanças, como “Espero que ele tenha passado no vestibular”, “Se você fosse sincera”, “Quando nós conseguirmos comprar nossa casa” ou oferta de ajuda “Você quer que eu faça o almoço hoje?” ou hipóteses como “Suponhamos que ele acerte”.
Como se vê, as ações verbais aí expressas são todas subjetivas, o que se espera, o que se almeja, o que se sonha, o que se oferece, o que se imagina, o que se supõe.
É por isso que preocupa o fato de que a juventude que é idade dos sonhos, dos desejos, dos bons votos e das imaginações, não estar usando como deveria o modo subjuntivo dos verbos. E eu não sei se é por falta de conhecimento gramatical para empregá-lo corretamente ou por falta de sonhar, desejar, imaginar, acreditar e ter esperanças.
Espero que seja apenas por falta de conhecimento gramatical que isso é fácil de aprender para os jovens inteligentes e esforçados que a isso se apliquem e não por falta de ter sonhos, desejos e esperanças.
Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.947