O comerciante de Reginópolis João Batista de Oliveira já contabiliza prejuízos em função da ‘epidemia’ de mariposas. “Na lanchonete o cliente começa a comer e elas caem no prato. Eles largam e vão embora. Nos últimos dias, os clientes nem aparecem para lanchar.”
Falta de prevenção da parte dele não é. “Eu troquei as lâmpadas brancas por amarelas, mesmo assim, os insetos aparecem.”
Além de perder a clientela, Oliveira prevê aumento de gastos. “Todos os dias temos que lavar toda a lanchonete com muita água, porque depois de mortos, eles cheiram mal.”
O taxista Luiz Cândido reclama de não poder usufruir do seu direito de ir e vir no período noturno. “Não podemos passar sob os postes, os insetos entram nas roupas, no ouvido e, embora não piquem, provocam transtornos. Tem muito inseto, é um exagero.”
O exagero no número de insetos na praça da matriz é confirmado pelo funcionário público municipal, Júlio César de Souza, encarregado da limpeza. “Todos os dias tenho que varrer e lavar a praça. Chego a recolher mais de 30 quilos de insetos por dia. Aparece sempre quando vai chover.”