Bairros

Desinformação e insistência levam pacientes a esperar mais

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Falta de informação e insistência. Esses são os motivos que estão levando moradores do Jardim Redentor a andar e esperar mais para conseguir atendimento médico. Desde que começou a reforma no prédio do Núcleo de Saúde do Jardim Redentor, no ano passado, moradores procuram o Núcleo de Saúde do Geisel, a cerca de 2,5 quilômetros de casa, apesar da Prefeitura de Bauru ter transferido o atendimento para a Biblioteca da Vila Tecnológica. O comunicado está fixado em frente ao imóvel em obras.

Ignorado, ele não impede os moradores de preferirem o Núcleo de Saúde do Geisel, onde o atendimento demora ainda mais. Muita gente também imagina que numa estrutura onde funciona uma biblioteca (na Vila Tecnológica) não é possível receber assistência médica adequada. O resultado são reclamações. Sirlene Higino de Souza Reis, moradora do Redentor, conta que precisa pedir ajuda a vizinhos para levar o neto de 9 meses ao Núcleo de Saúde do Geisel.

Ela conta que o neto precisa ir ao posto pelo menos duas vezes por mês. Ela mesma também precisa de atendimento diário. “Tenho pressão alta e deveria medi-la todos os dias. Mas não posso andar muito. Também por isso não vou ao outro posto (no Geisel)”, diz. A dona de casa Carmen Leal Pinheiro pondera que a reforma é necessária, já que as instalações anteriores tinham pouco espaço para os pacientes e para os funcionários. Mas ela acredita que muitos moradores são prejudicados.

A doméstica Hilda Souza reclama que, quando fez inalação no Núcleo de Saúde do Geisel, não encontrou o remédio que precisava. Ela conta que uma vizinha que tem dificuldades para andar está sem atendimento médico, pois não pode se locomover até o núcleo do outro bairro.

Os moradores do Geisel também reclamam. Com o aumento da demanda de usuários por conta da migração de pacientes do Redentor, Ana Maria dos Santos tentou agendar consulta com clínico geral pois está com dor nos dois joelhos, mas surpreendeu-se com a informação que recebeu no núcleo.

“A funcionária do posto disse que não havia mais vaga para este mês para clínico geral”, relata. Para o filho, ela conseguiu marcar pediatra. “Ele está com dor de cabeça. Ainda bem que para pediatria tem consulta, mas e os outros casos?”, questiona.

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