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Paulo Nigro se destaca em ‘Amazônia’

Por Andrezza Capanema | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Os traços delicados remetiam à doçura de Júlio, de “Chiquititas” (1997), às aventuras de Murilo, de “Malhação” (2003), e à ousadia de Luis Felipe, de “JK” (2006). Mas bastaram alguns minutos em cena para o Tavinho, de “Amazônia”, mostrar ao telespectador que o intérprete é a única coisa em comum com os outros personagens.

O jovem cafajeste da minissérie da Globo marca a estréia de Paulo Nigro, 23 anos, em um papel adulto. É também o primeiro vilão do ator paulistano, que começou a engatinhar na carreira artística aos 2 anos, fazendo campanhas publicitárias, e que ganhou fama como um dos órfãos da novela “Chiquititas”, do SBT. O novo desafio é encarado com naturalidade por Nigro. “Tavinho é um personagem fácil de fazer porque ele é muito picareta. Minha inspiração é o texto da Glória (Perez, autora da minissérie), e as coisas terríveis que ele apronta”, fala o artista.

O ator tem lidado bem com a vilania de Tavinho, mas conta que ficou assustado ao descobrir a verdadeira personalidade do milionário. “Eu não sabia que ele seria tão ruim, acreditava que iria se apaixonar pela Delzuite (Giovanna Antonelli)”, lembra. Ele afirma que só parou de condenar as atitudes do vilão quando conseguiu aceitar que elas eram comuns no lugar e na época em que a trama se passa - a floresta amazônica, no final do século 19.

“O homem tinha o poder, podia fazer qualquer coisa. Tavinho quer aproveitar a vida, ama as mulheres, todas elas, não pode viver longe delas. Ele chegou de Paris, foi obrigado a se mudar para o meio do mato, e acabou se aproveitando da ingenuidade da Delzuite.”

Com bom humor, Nigro diz que as armações do filho do coronel Firmino (José de Abreu), contudo, não têm sido bem recebidas fora de cena. “Senhoras me param nas ruas e pedem para eu não fazer a índia sofrer”, fala. “E o telespectador vai ficar com mais raiva dele. Se eu encontrar alguém que não consegue separar a ficção da realidade, vou apanhar. Se Tavinho fosse personagem de uma novela das oito, eu certamente teria de sair de casa rodeado por seguranças”, diverte-se.

Nigro tem fãs que o acompanham desde a época de “Chiquititas”. Os fiéis seguidores aprovam seu desempenho como um vilão de época. “O personagem é um divisor de águas na minha carreira. Trabalhei muito com personagens infantis, o Júlio, o Murilo, agora estou crescendo e as pessoas me acompanharam. Deixei de ser um moleque na TV, agora sou um homem.”

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