Os prefeitos das cidades da região que estão infestadas por mariposas ainda não sabem o que vão fazer para controlar o inseto e livrar os moradores dos incômodos provocados por elas. Uma ação conjunta poderá ser efetivada pelas administrações municipais de Reginópolis, Uru e Pongaí.
A idéia de ação conjunta partiu do prefeito de Reginópolis, Claudemiro Undiciatti, que entende que o controle ou combate deve ser feito ao mesmo tempo nos municípios atingidos, caso contrário o resultado não será satisfatório.
Ele acha que qualquer ação solitária não vai dar certo, porque as mariposas poderão invadir com mais intensidade o município que não estiver fazendo o controle. “Não sabemos de onde vem as mariposas. Antes das grandes plantações de cana- de-açúcar, não tinha.”
O prefeito aposta que as mariposas têm alguma relação com os canaviais. “A invasão do inseto começou há dois anos e foi se intensificando até chegar a esse ponto.”
O prefeito de Uru, João Luiz Veronezi, que está em férias, aposta no desequilíbrio ambiental. “Eu acho que foi usada um inseto para combater alguma praga da cana e houve um desequilíbrio. Na minha opinião, as mariposas chegam do Rio Tietê”. Ele ainda não sabe qual atitude tomar. Aguarda o resultado da pesquisa que a cidade de Reginópolis requisitou ao Instituto Biológico de Bauru.
O prefeito de Pongaí, Ademir Bortoli, espera o resultado da pesquisa do inseto requisitado pelo agrônomo Osvaldo Beline junto à Unesp de Piracicaba e Instituto Biológico de Bauru.
Beline frisa que está aguardando os resultados para junto com a administração decidir o que será feito no controle ou combate as mariposas.
No Instituto Biológico de Bauru, a pesquisa ainda não foi divulgada porque a funcionária responsável está em férias.
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Invasão
Na semana passada, com a ajuda do calor e da chuva, as mariposas noturnas invadiram as cidades de Reginópolis, Uru e Pongaí, perturbando o sossego dos moradores.
O ataque foi tão intenso que em um só dia, a prefeitura de Pongaí chegou a coletar cerca de 100 quilos de insetos mortos pelas ruas da cidade. Apesar de não atacar pessoas, as mariposas, quando mortas exalam um cheiro típico de peixe morto que atrai as varejeiras.