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Pai quer saber paradeiro de seu filho

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Há quase cinco anos, o pedreiro Reginaldo Aparecido de Souza, morador de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru), vive uma agonia: não sabe se o filho morreu ou se está sendo criado por outra família.

Na noite do dia 23 de outubro de 2001 nasceu na Maternidade Santa Isabel, em Bauru, o quinto filho de Souza e de sua esposa Vera Lúcia Dutra. Ela ficou sabendo que tratava-se de um bebê do sexo masculino, mas não o viu. “As enfermeiras falaram que o recém-nascido estava com problemas no coração e precisava ir direto para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)”, conta Souza. Quatro horas depois, na madrugada do dia 24 de outubro, a criança teria morrido.

Com a esposa internada na maternidade, Souza ficou responsável pelo enterro da criança. “Era o corpo de uma menina. Chamei-a de Camila”, conta.

Depois do enterro, Souza foi visitar a mulher e surpreendeu-se. “Fiquei sabendo que minha mulher teve um menino e não uma menina. Na mesma hora me dei conta que enterramos o filho de outra pessoa”, conta Souza.

O casal resolveu procurar a delegacia da Polícia Civil, em Reginópolis. “O delegado abriu inquérito para investigar o caso, mas este foi arquivado em 2002”, conta. Souza só ficou sabendo do arquivamento um ano depois, em 2003. Ele, então, procurou o 3.º Distrito Policial (DP) em Bauru, onde atualmente um inquérito investiga se o filho de Souza morreu ou está vivo.

Em novembro de 2004, Souza diz ter confirmado a suspeita que tinha. “O corpo da menina que enterramos foi exumado. Foi feito um exame de DNA e comprovou-se que ela não era nossa filha”, diz. Desde então, ele procura o filho. “Acho que meu filho está vivo e sendo criado por outra família”, afirma o pai.

Recentemente, ele conseguiu vencer outra batalha judicial. Ainda neste mês, outros exames serão realizados, garante. O DNA de 21 crianças vivas que nasceram no mesmo dia do filho de Souza será comparado aos dele e de sua esposa, informou Reginaldo à reportagem. Os corpos de outras três crianças que nasceram no mesmo dia serão exumados pelo mesmo motivo. A Maternidade Santa Isabel, no entanto, só se pronunciará após a conclusão da ação na Justiça. “Meu maior sonho é encontrar meu filho vivo e poder criá-lo”, desabafa o pedreiro.

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