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Bauru mais simples


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A notícia veiculada ontem por esta folha sobre uma nova instituição de Ensino Superior, traz um sentimento de alegria e de tristeza. A cidade de Bauru possui dez instituições de 3º grau e o município poderá ser agraciado por uma comunidade de mais de 27 mil graduandos e pós-graduandos. Este quadro é invejável e qualquer cidade detentora destes números agregaria para si um título de tecnopólo e centro científico.

Além destes fatos, não podemos desprezar os centros de ensino técnico e de aprendizagem que há muito tempo estão estabelecidos na cidade. É inegável a contribuição destes centros educacionais só de se localizarem na cidade. As vantagens estão focadas na preparação do corpo profissional e trabalhista, na melhoria da intelectualidade, na prosperidade do meio artístico e cultural e ainda na preparação de uma base sólida para a formação de conscientes cidadãos.

Toda entidade educacional é útil e bem-vinda. Nenhum organismo educacional pode se privar de auxiliar o crescimento da cidadania e consequentemente o desenvolvimento do município. Exemplos da extensão instituição-cidade são vistos no esporte, na área jurídica, na cultura e nas clínicas de saúde e terapia por toda cidade. Tudo isso é louvável e gratificante, mas é pouco.

As instituições, hoje, passam por uma grave crise de financiamento em razão da alta inadimplência e queda do poder econômico da classe média. Porém, atitudes inovadoras, muitas vezes, não necessitam de recursos estratosféricos e nem de medidas legislativas demoradas. Saídas para a melhoria da vivência urbana são simples e eficazes na medida em que os interesses públicos e científicos estejam conectados.

O setor público é muito responsável por esta ligação. A prefeitura, através de suas secretarias e subprefeituras, deve rastrear as dificuldades e conclamar o aparato técnico das instituições para buscar saídas simples e rápidas dos problemas que abundam.

Para o Poder Legislativo cabe a discussão e fiscalização das medidas propostas, alem da facilitação jurídica para integração Poder Público e centros educacionais.

Alguns fatos testificam a falta de medidas simples que beneficiem a cidadania bauruense. É impossível imaginar uma cidade que possui dois cursos voltados para as ciências biológicas padecer pelos efeitos “rotineiros” dos caramujos africanos. Podem ser numerosas as pesquisas sobre estes animais nas faculdades, mas qual o motivo de não chegarem ao carente cidadão?

Os problemas de erosão as escolas de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo e Geografia poderiam contribuir significativamente com a prefeitura. No campo sócio-educativo é lastimável a situação do esporte amador e integrador bauruense. Mais lastimável ainda é a ausência de um centro olímpico em uma cidade que possui duas escolas de Educação Física, escolas de Fisioterapia e Enfermagem. Triste força Humana desperdiçada!

Os ganhos científicos para as instituições seriam incalculáveis, e os ganhos para a população reconhecíveis. Tudo isso com medidas simples e urgentes.

O autor, Eli Tavano Toledo, é professor de Geografia

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