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BC corta juro em só 0,25 ponto

Por Ana Paula Ribeiro | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Mesmo com a torcida por um corte maior, o Banco Central (BC) decidiu diminuir o ritmo de redução da taxa básica de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou ontem que a Selic caiu de 13,25% ao ano para 13%. Nas últimas cinco reuniões, o corte foi de meio ponto percentual. Parte do mercado apostava em um corte de 0,25 ponto percentual. Outra ala, porém, esperava redução de 0,5 ponto. Com o anúncio do Programa para Aceleração do Crescimento (PAC), alguns analistas reforçaram a expectativa de manutenção do ritmo de corte da taxa, já que o juro menor favorece o crescimento da economia. Outros, entretanto, avaliaram que como as medidas do pacote são expansionistas, o Copom poderia ser mais cauteloso.

No dia do anúncio das medidas, o ministro Guido Mantega (Fazenda) direcionou um comentário ao presidente do BC, Henrique Meirelles. “O mercado está esperando uma redução da taxa Selic. A continuação (do processo de queda), viu, Meirelles?”, disse o ministro na segunda-feira.

Ontem, ele afirmou que o comentário foi apenas uma “brincadeira”. Apesar da expectativa por um corte maior, na ata da última reunião do ano, realizada em novembro, o Copom já havia sinalizado que poderia reduzir o ritmo de redução da Selic.

A cautela do BC ocorre em um momento em que não há nenhum temor de choque externo ou interno que possa afetar a economia a ponto de colocar em risco a meta de inflação, que é um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,5%, com margem de dois pontos para cima ou para baixo. No ano passado, os preços subiram 3,14%.

O nível de utilização da capacidade instalada da indústria está no mesmo patamar de um ano atrás, mesmo com o aumento das vendas. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), era de 82% em novembro de 2006. A manutenção desse nível mostra que não há pressão sobre a capacidade de produção das empresas. Em setembro de 2004, esse temor fez com que o Copom aumentasse os juros. Os analistas também não apostam em um forte crescimento da economia, o que poderia causar pressão sobre os preços.

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