Turismo

É festa é do povo

Por Eliane Barbosa | Com Luciana Lewis, especial para o JC Turismo
| Tempo de leitura: 3 min

O Carnaval Multicultural do Recife é a festa popular mais democrática do País. Autêntica, única, apaixonante. O evento recebe turistas do mundo inteiro e ninguém precisa comprar abadás ou pagar pelos camarotes para se deixar contagiar pela alegria do Galo da Madrugada e outras agremiações.

Os hotéis do centro oferecem tarifas bem acessíveis para que os foliões possam participar e assistir a um dos maiores espetáculos da terra. E essa rede hoteleira recebe portugueses, espanhóis, franceses, holandeses, americanos e brasileiros, claro, de todas as regiões do País. Todas as culturas se comungam. Gerações, crenças e etnias...

Tem frevo, maracatu, caboclinho, ciranda, coco, samba, rock, reggae, manguebeat. Shows, desfiles de blocos, fantasias. Um espetáculo diferente em cada esquina, com a diversidade encantando a todos. É tudo de graça, numa animação constante que conta com cantores e grupos famosos, com a folia atravessando a noite e só acabando com o sol raiando.

A folia começa logo cedo para dar tempo de aproveitar todo o dia na brincadeira. É também pela manhã que os pais costumam levar as crianças para olhar o movimento e brincar nas versões mirins de blocos famosos, como o “Eu Acho é Pouquinho”.

Quando o sol já começa a esquentar mais, chegam os jovens e aí impera o clima de paquera ao som de frevos, como Vassourinhas e Madeira do Rosarinho, ou ao ritmo dos tambores de maracatu.

Os turistas gostam tanto do Carnaval de Pernambuco que, além de se hospedar nos hotéis, costumam alugar casas nas ladeiras de Olinda. Os visitantes mais assíduos que costumam colocar faixas em frente às casas são paulistanos, paulistas do Interior e cariocas. Todos entram no clima em uma alegria contagiante, até mesmo para os que vivem muito distantes dos trópicos, como franceses e alemães.

Não é somente em Recife e Olinda que a alegria é do povo. No Interior do Estado, cidades como Paudalho (distante 44 km da Capital) mantém vivas as tradições de clubes de rua centenários. As mais belas fantasias produzidas pelas costureiras locais cruzam a cidade em um desfile de cores, brilho e muita emoção.

A população acompanha todo o percurso e vibra com as passistas, as baianas e a bateria. Tal como as escolas de samba do Sambódromo no Rio de Janeiro, as famílias torcem para que o seu clube seja o campeão.

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Pierrôs e colombinas

Além do Interior, que além da animação capricha nos bailes e nos desfiles, o Marco Zero, onde a cidade do Recife começou - com o apogeu ocorrendo com a invasão holandesa de Maurício de Nassau -, relembra os antigos carnavais.

Em meio às apresentações de blocos de frevo, caboclinhos e maracatus, há espaço para o pólo das fantasias e o Carnaval infantil, que revive os antigos carnavais com pierrôs, colombinas e desfiles de agremiações.

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Baile de máscaras

Recortada por rios e pontes tal como Veneza, o Recife ainda tem outras semelhanças com a cidade européia, famosa pelos bailes de máscaras. Na Capital pernambucana, os foliões também se fantasiam tanto para ir brincar o Carnaval nas prévias carnavalescas dos clubes centenários quanto para os blocos de rua.

No sábado de Aleluia, a multidão invade o centro da cidade para pular, cantar e dançar no maior bloco de rua do mundo, o Galo da Madrugada. O arrastão de alegria leva multidões às ruas, número que corresponde à metade da população da Região Metropolitana do Recife.

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