Nacional

Corpo de sétima vítima da obra do Metro é enterrado em São Paulo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Foi enterrado por volta das 16h de ontem o corpo do office-boy Cícero da Silva, 60 anos, sétima vítima do desabamento no canteiro de obras da futura estação Pinheiros da linha 4-amarela do metrô, no último dia 12.

Silva foi encontrado na noite de anteontem, cerca de cinco metros abaixo do local onde o microônibus que foi engolido pela cratera estava. Com a sua localização, as equipes de resgate finalizaram as buscas, mas deverão permanecer na cratera para evitar riscos de novos deslizamentos e garantir a segurança dos operários da obra.

O office-boy havia desaparecido também no dia 12. Apesar de familiares afirmarem que ele poderia ter sido soterrado, a polícia, oficialmente, dizia ter informações de seis vítimas e investigava o paradeiro do office-boy.

Na quarta-feira, 12 dias depois do acidente, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), finalmente anunciou a conclusão do inquérito do desaparecimento e admitiu que Silva poderia estar sob os escombros. Segundo o delegado Domingos Paulo Neto, o depoimento de uma testemunha que trabalha no edifício Passareli foi crucial para identificar os últimos passos da vítima. Para descobrir o paradeiro dele, a polícia rastreou as ligações de seus dois celulares.

No dia do acidente ele saiu de Perdizes (zona oeste), onde morava, entre 9h e 9h30 sem dizer a família aonde ia. Às 13h, manteve contato com comerciantes da avenida Alfonso Bovero. Eles disseram que Silva ia para Pinheiros. Às 13h25 ele recebeu uma ligação que durou 27 segundos, captada pela Estação Rádio-Base (ERB) da rua Cotoxó, na qual comentou com o interlocutor que iria para Pinheiros. Pouco depois, encontrou um amigo em um ônibus. Ele desceu em um ponto de ônibus da avenida Doutor Arnaldo e falou a um conhecido que iria para Pinheiros.

Comentários

Comentários