Internacional

EUA podem matar iranianos no Iraque

Folhapress
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Washington - O governo americano autorizou o Exército a matar ou capturar militantes iranianos que estejam em atividade no Iraque, como parte de uma estratégia agressiva para enfraquecer a influência do Irã no Oriente Médio e pressionar para que o país abandone seu programa nuclear.

As tropas dos EUA no Iraque agora têm permissão para alvejar membros da Corte Revolucionária do Irã, assim como membros da inteligência que estejam a serviço das milícias armadas que atuam no país. A política não se estende à civis ou diplomatas iranianos.

Segundo o jornal americano “Washington Post”, por mais de um ano, as forças americanas no Iraque detiveram secretamente dezenas de suspeitos iranianos, mantendo-os presos por até três ou quatro dias em algumas ocasiões.

De acordo com o “Post”, os EUA coletaram exemplares do DNA de iranianos sem o seu conhecimento, submetendo-os a exames de retina e de impressões digitais antes de liberá-los. No entanto, a administração dos EUA decidiu tomar uma postura mais agressiva, enquanto a influência regional do Irã cresce e os esforços americanos para isolar Teerã parecem fracassar.

Além disso, o programa nuclear iraniano avança e aliados dos EUA resistem em adotar sanções severas contra o país, enquanto a violência sectária cresce no Iraque.

A política de “capturar e matar” foi autorizada pelo presidente George W. Bush em uma reunião com seus principais assessores no ano passado, ao lado de outras medidas para conter a influência do Irã sobre o Iraque e o Líbano, e também pressionar pelo fim do programa nuclear.

O Irã alega que seu programa nuclear é pacífico, mas os EUA e outros países afirmam que o país visa desenvolver armas nucleares.

Ação iraniana

De acordo com o “Post”, cerca de 150 agentes da inteligência iraniana, além de membros do Comando da Guarda Revolucionária do Irã, estão em atividade no Iraque atualmente.

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