Economia & Negócios

Setor cresceu 20% em 2006

Por Gustavo Cândido | Colaborou Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O mercado de seguros no Brasil está em crescimento. Até a década de 80, segundo Leoncio Arruda, o valor movimentado pelo setor correspondia a menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Hoje, este número está em 3,5%, um mercado que já chega a mais de R$ 50 bilhões. “O nosso desafio é dobrar de tamanho. O ano passado o crescimento foi de 20%. Em 2007, tudo indica que vamos crescer 16% ou 17%”, comemora o presidente do sindicato, para quem há espaço para essa ampliação.

Quando comparados aos números de outros países, os dados brasileiros são pequenos. Nos Estados Unidos, os seguros correspondem a 11% do PIB, na Suíça, a 15%. As leis e a cultura fazem a diferença. “Na Europa, você não dirige um automóvel se ele não tiver seguro contra terceiros. É proibido. No Japão, 70% dos seguros feitos são de vida”, exemplifica Arruda.

O perfil do brasileiro que faz seguro mudou e cresceu na última década devido à estabilidade econômica pós-Plano Real, aponta Arruda. “Ele hoje é geralmente uma pessoa que ganha acima de três salários mínimo e possui alguma propriedade”, diz. “Mas é uma questão de se implantar uma cultura de seguros. Se a população soubesse que o seguro residencial é tão barato, ela o faria mais. As pessoas pensam que é caro, mas não é”, completa.

Atualmente a modalidade de seguro que mais cresce no País é a previdência privada, mas os seguros dos automóveis ainda são os mais comuns, com cerca de 36% do total. Os seguros de vida correspondem a 30% e os de imóveis a 10%, segundo o presidente do Sincor-SP.

De acordo com Arruda, algumas épocas do ano, como o Verão, provocam um aumento na procura por seguros porque é nesse período que a quantidade de ventos fortes, enchentes e chuvas causam mais prejuízos. Já casos como o desabamento do metrô em São Paulo não provocam uma corrida às seguradoras, mas aumentam a preocupação e, eventualmente, atraem clientes. “Aquelas pessoas que achavam que nada podia acontecer com elas ficam atentas quando essas coisas acontecem e vão procurar o seguro”, afirma.

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