Tribuna do Leitor

Má administração (só pra variar)


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Na primeira semana deste ano, estive na Prefeitura, mais especificamente no setor de atendimento da Secretaria de Finanças, pois precisava saber quais os documentos necessários para efetuar a alteração de endereço para correspondência de um imóvel e efetuar o parcelamento de IPTU como procurador legal de um parente que reside em outra cidade.

Fui muito bem atendido e obtive a relação da documentação necessária para que pudesse efetuar o parcelamento, uma vez que o proprietário atualmente encontrava-se sem condições financeiras de pagar à vista. Não conseguindo apenas efetuar a alteração de endereço, pois me informaram que o cadastro para alteração já estava fechado para esse ano, e os carnês de IPTU iriam ser impressos com as informações anteriores. Quanto à esse fato compreendi perfeitamente que a alteração valeria apenas a partir do ano de 2008.

Após duas semanas, se não me engano dia 16/1/07, com todos os documentos necessários retornei ao atendimento para fazer o parcelamento e fui informado que o parcelamento estava suspenso em virtude de alterações no sistema de dados da prefeitura e não sabiam informar qual a data prevista do retorno do mesmo.

Como o imposto em atraso encontrava-se em cobrança judicial, e já sabia que após o pagamento do tributo ou o parcelamento do mesmo teria que pagar as custas processuais no anexo fiscal, perguntei como faria para o proprietário não ter seus bens penhorados uma vez que a prefeitura permite o parcelamento, mas que naquele momento o parcelamento encontrava-se indisponível, fui informado que provavelmente no fim da semana este problema já poderia estar solucionado, o atendente gentilmente até forneceu o número do telefone para ligar no final da semana para ver se já estava liberado.

Liguei na sexta-feira e soube que ainda não estavam fazendo o parcelamento.

Na outra semana retornei e obtive a mesma informação: O sistema ainda não encontrava-se adequado para efetuar o parcelamento. Como tinha uma execução fiscal nas mãos, perguntei como procederia caso precisasse apresentar a quitação do débito ao poder judiciário. Fui até a Procuradoria, no primeiro, andar e lá me informaram que infelizmente eu teria que quitar o débito ou efetuar o parcelamento pois a execução encontrava-se em andamento.

Retornei ao atendimento no térreo querendo falar com um responsável para encontrarmos uma solução. Mas não havia solução, apenas aguardar o retorno do parcelamento no sistema que estava suspenso devido à alteração que estão ocorrendo.

Inconformado, fui ao primeiro andar da Finanças e fui informado que o secretário encontrava-se de férias e que o representante dele estava em horário de almoço.

A questão é simples e singela: quero fazer um parcelamento, mas devido às alterações que estão ocorrendo no sistema não posso efetuá-lo e estou sendo cobrado judicialmente.

Tudo bem que acredito que estas mudanças com certeza (assim espero) são para aprimorar o sistema e devam existir o que reclamo é o descaso da própria administração com a população em não encontrar uma solução fora do sistema de cobrança. Encontrei-me com um cidadão, que também encontrava-se na mesma situação e foi ao primeiro andar e que não adiantava ir falar com o substituto do secretário de Finanças, pois o mesmo sequer tinha conhecimento do que ocorria quanto às alterações do sistema e que o parcelamento estava parado, estava incubido apenas da parte financeira.

E o engraçado (para não usar outro termo) é que outro dia, no jornal de domingo, vemos o excelentíssimo secretário de Finanças de férias. Muito bem. Férias são merecidas por todo trabalhador, mas então que deixe tudo encaminhado, não deixe seus funcionários como “cachorros sem donos” sem saber que atitude tomar e o que informar a nós munícipes que ficamos andando de lá pra cá sem saber o que fazer, que atitude tomar.

Obs: Quanto ao termo “cachorros sem donos”, não quero em momento algum ofender os funcionários, é apenas uma forma de expressão, até quero ressaltar que em momento algum fui mal atendido por qualquer funcionário, tanto no térreo quanto no primeiro andar, muito pelo contrário, todos muito bem educados, infelizmente o que vejo é realmente o descaso da administração com nossa querida cidade, desde o gabinete e seus funcionários de confiança (neste caso o secretário de Finanças) em “abandonar” o barco em um momento em que muitas coisas estão pendentes e sem solução. Acredito que como munícipes merecemos o mínimo de respeito e consideração. Grato pela publicação deste.

José Maria da Silva - munícipe decepcionado, mas ainda com esperança de um futuro melhor na Cidade Sem Limites - RG 19.874.390

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