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Avião Jahu pode ir para São Carlos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Quando o aviador João Ribeiro de Barros fez a travessia do Atlântico Sul a bordo do avião Jahu não poderia, com toda certeza, imaginar que um dia essa aeronave seria disputada pela família e pela Fundação Santos Dumont.

Cerca de 80 anos depois do feito, a disputa está nas mãos da Justiça que deve decidir se o avião volta para a família e fica no Museu de Jaú (47 quilômetros de Bauru) ou se pertence à Fundação e vai para o museu da Transportes Aéreo de Marília (TAM), em São Carlos.

Disputa lançada, cada um usa a arma que tem. A família do aviador, há tempos, entrou com uma ação para reaver a aeronave que foi doada para a Fundação. “Eles tinham a obrigação de manter o museu aberto. A família doou porque é um acervo público. Queremos que as novas gerações conheçam o avião e a história,” explica o sobrinho do aviador, Ismael Ribeiro de Barros Filho.

A notícia que o avião sairá do restauro para ir para o museu da TAM em São Carlos surpreendeu a família. “O que a família quer e está explícito na própria ação é que o avião seja retomado e fique no Museu de Jaú, que é o local que tem mais condições de receber o acervo e preservá-lo.”

Novo recurso

Para evitar que o avião seja levado para qualquer destino direcionado pela Fundação, os familiares impetraram na Justiça um mandado de segurança. “É no mesmo processo e alertando o juiz que o Jahu não pode sair de lá. O próprio Condephat é contra a saída do avião.”

Na opinião do sobrinho, a cidade de Jaú tem a preferência. “Pensamos que é o mais justo. Vai ser uma atração turística. A prefeitura já está com projeto do museu. Queremos preservar. Não é o que a fundação quer.”

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Família insatisfeita

O sobrinho do aviador Ismael Ribeiro de Barros Filho explica que há muito tempo a família não está satisfeita com as atitudes tomadas pela Fundação Santos Dumont. “Meu pai fez a doação. Depois, ele morreu e eles abandonaram o avião. Todo o acervo foi colocado num depósito da Prefeitura de São Paulo.”

Na época, a família entrou com um mandado de segurança contra a Fundação. “Conseguimos levar o Jahu para um hangar da PM, onde ele ficou até conseguir que ele fosse restaurado. O avião está zero. Tem até motor funcionando.”

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