Tribuna do Leitor

JC nos Bairros


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Primeiramente quero parabenizar o jornalista Rodrigo Ferrari, pela matéria de 04/02 pp. Foi uma das melhores já publicadas, não ficando apenas na periferia dos problemas, mas aprofundando as questões envolvidas. Porém, gostaria de ressaltar alguns pontos que não foram mencionadas e que poderiam fazer toda a diferença. A graciosa conivência do poder municipal e, mais recentemente do estadual, através da Sucen.

1) A Semma não é capaz de exigir do seu vigia noturno que cumpra a função de vigiar. No Bosque da Comunidade ocorre a matança de gatos ocorre, pois o funcionário tem confortável colchão. Resumo: pagamos funcionário para dormir em serviço.

2) O CCZ não tem condições de avaliar se o cão é ou não portador da moléstia, uma vez que a Sucen limitou o número de exames, e no caso dos abandonados não são submetidos a nenhum. Resumo: morrem todos, os prováveis infectados e os sãos.

3) A Secretaria da Saúde não cumpre legislações municipais e estaduais, que punem proprietários de animais que pratiquem maus tratos, crueldade e “posse irresponsável”. Resumo: impunidade – que incentiva mais e maior violência - e renúncia de receita .

4) O “corredor da morte” do CCZ citado na matéria tem uma diferença fundamental do outro , nos EEUU. No presídio, abriga criminosos comprovadamente culpados. No caso do CCZ, abriga somente vítimas inocentes do “homo sapiens”.

5) A Justiça de Bauru, quando acionada para despejo da ONG ali instalada há 17 anos, aceitou argumento mentiroso. Poderia a mesma cobrar resultados, pois envolve saúde pública e a violação dos direitos, tanto dos munícipes quanto dos animais.

Maria Dolores Barbosa Gómez – RG.568.840-8

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