Tribuna do Leitor

Zuleika Diniz dos Reis


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Uma normalista dos fins da década de 50, do antigo “Instituto de Educação Ernesto Monte”, de Bauru. Que saudade daquele tempo! A classe repleta de jovens alegres, sonhadoras, que se uniam para tudo: festas de aniversário, elaboração de artigos e brincadeiras juvenis, que eram publicados no jornal da escola, estudo, excursões com a presença de professores, bailinhos ao som das músicas de Glenn Miller...

Zuleika se destacava pela liderança e o raciocínio rápido. Enfrentava com firmeza os problemas: em pé, desenvolta, defendia seus pontos de vista, junto aos famosos mestres. Deixava, com transparência, vazar os pensamentos. Não tinha preconceitos.

Quadris largos, cintura bem fina, alta, bonita, nela brilhava a vivacidade. Era o “craninho” da classe, em matemática - o fantasma das normalistas, na época. Mas a lógica do raciocínio tinha o tempero da emoção, que se expandia na música, através do teclado do seu piano.

Assim guardamos a sua imagem, querida Zuleika, naqueles anos dourados...

Agora, nessa nova etapa da vida, depois de deixar a Terra, rezamos para o seu desabrochar pleno, no seio do Pai Eterno, a fim de espargir para sempre o perfume da linda flor, que você sempre foi. Um beijo saudoso.

Sua turma de normalistas de 1958, do “Instituto de Educação Ernesto Monte”

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