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Boeing e Nasa colocam em teste bioquerosene de inventor brasileiro

Folhapress
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Fortaleza - Desde o ano passado, a Boeing, empresa norte-americana de aviões, está testando em laboratório o bioquerosene, criado pelo mesmo inventor do biodiesel - o engenheiro químico Expedito Parente - e produzido no Ceará.

O biocombustível é produzido com o óleo extraído de plantas da família das palmáceas, entre elas o babaçu, planta típica da região Norte do País, e não tem elementos poluentes. Não são todas as oleaginosas usadas para o biodiesel que são aptas para o bioquerosene. Ainda não há aviões da empresa voando com o novo biocombustível.

A Nasa (agência espacial dos EUA) também acompanha os testes da Boeing, que firmou um convênio com a Tecbio, empresa presidida por Parente e a única ainda a produzir o bioquerosene. O convênio está na segunda etapa e deve durar pelo menos mais um ano. O governo brasileiro não tem participação nenhuma.

A descoberta do bioquerosene aconteceu, de acordo com Parente, na mesma época do biodiesel, no final da década de 70. Após conversas com ministros militares da época, o combustível chegou a ser utilizado em um avião Bandeirante, da Embraer, que voou em outubro do ano de 1984. Assim como o biodiesel, no entanto, o projeto foi engavetado. O ressurgimento só aconteceu depois que Parente apresentou o bioquerosene em uma conferência internacional de tecnologia, em 2005, na China, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), e até recebeu um prêmio por isso, o troféu Blue Sky Award. Em maio de 2006, ele foi chamado a uma reunião em Seattle, com representantes da Boeing, da Nasa e do governo norte-americano.

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