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Abrigados do Paiva caem na folia

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de, oficialmente, o Carnaval começar apenas no próximo final de semana, os asilados do Abrigo para Idosos da Associação Beneficente Cristã, o Paiva, aproveitaram a tarde de ontem para esquentar o tamborins.

Fantasiados à moda antiga, com máscaras, plumas e paetês, cerca de 200 homens e mulheres caíram na folia ao som de velhas marchinhas, tais como “Mamãe eu quero”, “Me dá um dinheiro aí” e “O teu cabelo não nega”. Não faltaram também sambas clássicos e, é claro, muito confete e serpentina.

O baile foi organizado pelo Grupo “Voluntários em Ação”, que atua há cerca de dez anos no local. “Esse trabalho começou com minha mãe (Emília Zaidan Daré, já falecida), em 1997, quando o Paiva ainda era um asilo exclusivamente feminino. Com o passar do tempo, a instituição foi crescendo, assim como dimensão dos nossos eventos”, explica o consultor de moda Miguel Daré, coordenador do grupo.

O baile de Carnaval é apenas uma entre as muitas festas promovidas pelos “Voluntários em Ação” na entidade. “No segundo sábado de cada mês, costumamos vir até o asilo para fazer um lanche com os abrigados. Dependendo da ocasião, o evento pode se tornar temático”, explica Daré.

Em abril, por exemplo, os voluntários fantasiam os idosos com plumas e cocares, em comemoração ao Dia do Índio. Já em setembro, é comum que as festas ganhem as cores verde e amarela, em homenagem à Semana da Pátria.

Para Danila Messias Domingues, terapeuta ocupacional da entidade, eventos como a festa de carnaval estimulam a sociabilidade dos abrigados. “Em dias comuns, os ‘meninos’ e as ‘meninas’ costumam ficar em alas separadas. Eventos como este ajudam a criar uma integração entre os dois grupos”, pensa.

Já para Daré, o baile tem um significado ainda mais especial. “Não há nada mais gratificante do que o carinho que os idosos demonstram em relação a nós”, afirma. Ao final do evento foram entregues os prêmios ao rei e a rainha do Carnaval do Paiva. Maré, que vive há mais de 50 anos no abrigo, e José dos Santos foram agraciados com cetros e coroas por terem se destacado durante a folia.

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