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Sociedade do Conhecimento


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Há três décadas, o cenário mundial vem sofrendo transformações significativas nas áreas de tecnologia, organização geopolítica, cultural, comercial e financeira. A isso deu-se o nome de globalização. É um processo de aceleração capitalista, jamais visto em qualquer outro momento da história, onde se multiplicam riqueza e pobreza, bem como se tornam públicas as discussões de valores universais como a liberdade, a democracia, o meio ambiente e os direitos humanos.

Objetivando entender essa nova ordem mundial em constante mutação, estudiosos de vários países e de várias correntes do pensamento tem definido alguns parâmetros procurando buscar um consenso: a informação transformada em conhecimento é o grande produto do momento. Esse novo ambiente que se caracterizou por ser denominado de sociedade do conhecimento, permite revelar como a reestruturação do capitalismo e a difusão das novas tecnologias da informação estão interagindo com as forças sociais e provocando grandes transformações. A aprendizagem passou a ser questão essencial no perfil do novo trabalhador. As empresas transformam-se cada vez mais em learning organizations, organizações voltadas ao aprendizado, para que se possa atingir o objetivo comum entre capital e trabalho que é produzir produtos melhores para todos e distribuir de forma justa os resultados dessas operações. O novo paradigma permite também a busca de novas relações com o mercado através da interpretação das expectativas dos consumidores, possibilitando através da tecnologia integrar-se à cadeia produtiva proporcionando respostas rápidas e criativas, para atender às necessidades da competição cada vez mais acirrada.

As características da sociedade do conhecimento podem explicar também a velocidade e a intensidade de algumas mudanças e o impacto que elas tem causado em nós mesmos e nos ambientes sociais em que vivemos.

Quem poderia afirmar, com segurança que, em menos de vinte anos o sistema bancário seria totalmente informatizado? Quem poderia admitir há dez anos, que um computador poderia ser carregado no bolso (palm top) e que o mesmo armazenasse e transmitisse em tempo real tantas informações observadas hoje no mundo dos negócios? Anteriormente o que gerava riqueza e poder era o domínio do capital, da terra e do trabalho, hoje a riqueza mundial advém do conhecimento e dos produtos intangíveis, como os softwares, patentes, royalties, serviços de consultoria e bens culturais como filmes, música e entretenimento em geral.

Para o mestre Peter Drucker, as empresas que produzem e distribuem bens e produtos tangíveis estão saindo do lugar central entre as organizações que geram maior riqueza. Este lugar será provavelmente ocupado por empresas que produzem e distribuem informações e conhecimento. Nesta nova sociedade, a riqueza será gerada pela inovação, e esta, pela capacidade de agregar conhecimento aos produtos e serviços oferecidos.

O autor, Carlos Sette, é diretor Executivo do Grupo Itabom e Coordenador do grupo de Economia do CIESP Bauru

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