Coldplay, a música underground brasileira no mundo e os bastidores do filme “A Grande Família” são alguns dos destaques da quinta edição da revista “Rolling Stone”, que chega às bancas nesta semana.
Como aquecimento para a vinda de uma das maiores bandas de rock do mundo atualmente, a revista analisa a carreira do grupo liderado pelo polêmico Chris Martin e revela o que de concreto se sabe sobre o próximo CD, que será testado ao vivo nos palcos do Brasil.
Muitos boatos, poucas entrevistas, três shows cujos ingressos se esgotaram em menos de 48 horas: tudo contribui para que a segunda passagem do Coldplay pelo Brasil seja mesmo marcante.
A estratégia de revelar sinais do próximo projeto apenas no palco já funcionou antes, depois da polêmica gerada por um embate entre o frontman Chris Martin e um fotógrafo australiano. E todo cuidado é pouco depois do último lançamento, o álbum “X&Y” (2005), que, apesar das 10 milhões de cópias vendidas, foi atacado pela crítica.
Boatos surgiram na época sobre um possível desentendimento durante a composição do álbum e, mais tarde, fomentados pela declaração de Martin ao receber um prêmio do Brit Awards em fevereiro de 2006: “Não veremos vocês em muito tempo. Falo sério. Adeus”.
Mas eles continuam um dos mais fortes candidatos a “melhor banda do mundo”, disputando o cobiçadíssimo posto de sucessores do U2, ao menos no que se refere a prepotência, fãs devotos e shows com cara de cultos religiosos. Se a polêmica ajuda ou não, o fato é que eles vêm com sede ao pote, e sede de algo novo. O possível futuro Bono conta à “Rolling Stone”: “Tenho esperança que o disco seguinte nos valide ainda mais. Levamos os falsetes e as baladas no piano até onde dava. Agora podemos tentar algo diferente. É libertador”. Sobre isso, ele tem um raro momento de humildade: “Estamos só no terceiro disco, nos sentimos como a nova gíria do momento.”
Também na revista, a música que o Brasil exporta e não ouve. Cansei de Ser Sexy e Bonde do Rolê estão para os estrangeiros hoje como Gilberto Gil e Tom Jobim estiveram no passado?
O jornalista Pedro Alexandre Sanches faz um ensaio sobre o que é ser indie no Brasil hoje e porque o mundo resolveu abraçar o underground brasileiro, antes mesmo de nós.