Polícia

Mulher de Bauru é presa por seqüestro

Por Fabiano Ormaneze | Especial da Agência Anhangüera
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia Especializada Anti-Seqüestro de Campinas (Deas) prendeu ontem, por volta das 8h, a primeira mulher negociadora de seqüestros na cidade. Roseana Maria dos Santos, de 24 anos, foi presa no Condomínio Borba Gato, no Bairro Santa Cruz. Ela é bauruense e era foragida da Penitenciária Feminina do São Bernardo, onde cumpria pena de três anos por homicídio, tráfico de entorpecentes e tentativa de furto, crimes cometidos em Bauru.

Ela fazia parte da quadrilha de André Luis Ramos, o “Barba” , seqüestrador mais procurado do Estado e que foi preso no dia 31 de janeiro. Desde que foi implantado em Campinas, o Deas já investigou cerca de 200 casos de seqüestros, mas esta é a primeira vez que a negociação entre a quadrilha e a família não era feita por alguém do sexo masculino.

Mesmo presa e algemada, Roseana não hesitou em mostrar o rosto. Não se escondeu de fotógrafos, mas não quis falar com os repórteres. Com boa aparência, jamais seria confundida com uma criminosa nas ruas. Algemada, continuou demonstrando liderança, frieza e altivez na pose, mesmos atributos de que precisava para conduzir as negociações.

Ela cumpria pena na Penitenciária Feminina do São Bernardo, mas no dia 21 de dezembro saiu para passar o Natal em casa, não voltou para a cadeia e agiu rápido. No dia 26, já estava envolvida no seqüestro de uma empresária do ramo de usinagem, que só terminou 36 dias depois, em 31 de janeiro, quando a vítima foi libertada e “Barba” foi preso. No mesmo dia, a polícia prendeu também José Aparecido Oliveira, o “Lego”.

Faltava, no entanto, prender a voz feminina que aterrorizava a família durante as negociações. “Agora ela será indiciada por extorsão mediante seqüestro e formação de quadrilha e pode pegar de 12 a 20 anos de cadeia” , informou o delegado assistente da Deas, Edson Jorge Aidar. Entre as vítimas da quadrilha estão as mães dos jogadores Luís Fabiano (ex-São Paulo e atualmente Sevilha, da Espanha) e Rogério (ex-Corinthians e Porto, recentemente no Fluminense, do Rio). Ambas foram libertadas do cativeiro em Campinas.

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