São Paulo - A turbulência nos bastidores do Corinthians parece não ter data para terminar. Na última terça-feira, segundo revelou a Folha de S. Paulo, a Fifa deu ganho de causa para o técnico Daniel Passarella e obrigou o clube do Parque São Jorge a pagar R$ 2 milhões de indenização ao argentino, referentes à quebra unilateral do contrato em 2005.
Passarella ficou por pouco mais de dois meses no Parque São Jorge. Acabou demitido após ser eliminado nas quartas-de-final da Copa do Brasil e levar uma sonora goleada de 5 a 1 para o rival São Paulo em pleno Pacaembu, na terceira rodada do então Campeonato Brasileiro, que acabou conquistado pelo Alvinegro.
A MSI acertou contrato com o argentino até fevereiro de 2006, com salário de R$ 335 mil mensais. Demitido, o atual técnico do River Plate entrou com um processo na câmara que discute as relações internacionais entre clubes e atletas por quebra unilateral de contrato. Pedia R$ 3,5 milhões do Timão.
“Como depois que entramos com a ação eles chegaram a pagar alguma coisa, ficou determinado esse valor”, avaliou o advogado de Passarella, Mário Waissman, ao periódico. Representado por Marcos Motta, advogado ligado ao iraniano Kia Joorabchian (presidente da MSI), o Corinthians alegou que não demitiu o argentino, cujo contrato previa outras atribuições, como ser consultor internacional.
Todas, porém, atreladas à função de treinador. “No nosso caso não tem como eles ganharem o recurso. É muito claro. O Passarella foi demitido, e eles não pagaram”, definiu Waissman.