Indiferença explícita. Descaso exposto em cada semblante. Pessoas cada vez mais distantes. Antipatia crescendo cada vez mais em nossa sociedade. Esse é o perfil claro que se pode descrever e notar de um mundo dia após dia mais regado pelo desamor. Antigamente, era normal andar pelas ruas e ser cumprimentado por todos. Conhecidos ou desconhecidos, não importa. Era uma representação de gentileza, amabilidade, simpatia pelo próximo. E mais: sem o interesse de querer algo em troca ou desconfiança por tal ato. Era algo corriqueiro, simples, natural. Já nos dias de hoje, as pessoas não se comportam da mesma maneira. Com cidades cada vez maiores, cada vez mais capitalistas, e a correria do dia a dia, pessoas nem se lembram mais que convivem com outros seres humanos que, da mesma forma, escancaram a desatenção e o descaso. Isto, sem querer ou não, forma um ciclo vicioso.
O homem se sente cada vez mais sozinho, mesmo estando defronte a uma multidão. Mas, com toda essa indiferença patológica, pode-se culpar alguém ou algo? Será que a sociedade se comporta de tal maneira porque lhe é conveniente? Ou retribui somente aquilo que “recebe”? Há uma frase que diz “minha educação depende da sua”. Frase clássica de quem leva a desconsideração consigo. Frase-lema de quem não se preocupa com a conseqüência de ser indiferente. O que pode-se fazer para reverter essa situação? Ser cortês com o próximo, sem se importar com o que vai receber em troca. Ser gentil, ter trato ameno e ser amável com as pessoas é o mínimo de cordialidade que deve-se ter e dar. Dessa forma, quem sabe, aos poucos, pode-se reestruturar uma sociedade impregnada pela palavra “egocentrismo”.
Bianca Ferreira, estudante