São Paulo - A torcida alvinegra foi ao delírio quando a Gaviões da Fiel começou o desfile à 1h28 de ontem, no Sambódromo. Quinta escola a desfilar, a agremiação levou para a avenida a história do padre José de Anchieta com a confiança de que retornará à elite do Carnaval paulistano em 2008.
Na frente do abre-alas, a escola teve como destaque a apresentadora do Pânico Sabrina Sato. Pelo terceiro ano seguido, a corintiana desfilou para a escola do seu coração. “A Gaviões vai voltar para o grupo que pertence”, disse. Na alegoria, também estava a assistente de palco do programa Dani Panicat. O carro levava um andor, símbolo sagrado da Igreja Católica. No abre-alas, também não faltou um gavião, símbolo da escola.
A escola contou a vida do missionário jesuíta que chegou ao Brasil em 1553 para catequizar os índios. Os integrantes das alas, muitos vestidos de índios, não deixaram de fazer uma coreografia em toda a extensão da avenida. No refrão, os componentes também saudavam o público com uma coreografia.
Chamado de Consagração Divina, a segunda alegoria representava a igreja propriamente dita. Já a terceira alegoria recebeu o nome de “grande piahy” ou supremo pajé branco, como Anchieta era chamado pelos índios. O quarto e último carro, chamado de “O Último Cortejo”, mostrou que, quando Anchieta adoeceu, pediu para morrer entre seus amados índios.
Na frente da bateria, o destaque foi, pelo sétimo ano consecutivo, a rainha e ex-malandrinha Lívia Andrade. “Sou fiel à Gaviões. Não saio em outra escola por dinheiro nenhum”, disse Livia, na dispersão. Do lado de Lívia estava a princesa da bateria, Mariane Arizoni, 21 anos e grávida de cinco meses. Karina Duarte, 15 anos, fez embaixadinhas e equilibrou uma bola durante o desfile. Em 70 minutos na avenida, ela chegou a fazer 8 mil embaixadas. O conselheiro da escola Wilson Rodrigues disse que, se subir, lutará para competir com as demais escolas, e não só com a Mancha Verde no Grupo Esportivo. A escola terminou o desfile em 58 minutos, com os gritos de “é campeã”.