Londres - O premiê britânico, Tony Blair, anunciou ontem a retirada parcial de soldados britânicos do Iraque, em um novo cronograma elaborado para o país árabe.
O anúncio representa mais um revés para o presidente dos EUA, George W. Bush, que enfrenta críticas da população americana e do Congresso do país (hoje controlado pelos democratas) por sua forma de conduzir a ação militar no Iraque. “A Inglaterra retirará aproximadamente 1.600 soldados do Iraque nos próximos meses”, disse Blair, acrescentando que a redução gradual afetará todos os 7.100 efetivos presentes atualmente no país árabe.
Dois anos atrás, o contingente britânico no Iraque somava cerca de 9.000 soldados - 31 mil a menos que durante a invasão do país, em 2003. Desde a invasão, 132 soldados britânicos morreram em território iraquiano.
Blair prometeu renunciar ao cargo em setembro. Ele enfrenta também críticas à sua política externa devido à aliança com Bush no impopular conflito no Iraque.
Falando à Câmara dos Comuns, Blair deu informações aos deputados sobre o futuro dos 7.100 soldados britânicos que estão no Iraque. O anúncio do premiê britânico ocorre no momento em que o presidente americano, George W. Bush, pretende enviar mais 21 mil soldados extras para o Iraque.
No mês passado, Blair rejeitou pedidos da oposição para retirar os soldados britânicos do Iraque até outubro próximo, qualificando o plano de “irresponsável”. “Isso enviaria um sinal desastroso para as tropas que lutam no Iraque”, disse Blair em 24 de janeiro à mesma Câmara dos Comuns.