Tribuna do Leitor

Hino do Noroeste


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Reportando-nos à reportagem inserida no JC Cultura deste domingo, dia 18/2, gostaríamos de manifestar algumas considerações e sugestões:

Há pouco mais de 3 anos, quando ainda militávamos na principal emissora AM da cidade, apresentando o programa “Samba & Bola”, criado em 1979 pelo saudoso José Carlos Galvão de Moura, ferrenho noroestino, tivemos a honra de liderar um movimento no sentido de revitalizar o hino do EC Noroeste, até então gravado de forma amadora, como ratificado pela própria entrevistada, sra. Sônia Berriel, na citada reportagem. O primeiro passo foi procurar os descendentes do maestro Miguel Ângelo Ruiz, autor do hino, sra. Zuleika e dr. Marco Aurélio, seus filhos, para que os mesmos aprovassem e autorizassem a idéia de uma regravação, mais vibrante e profissional, no que fomos prontamente atendidos.

Nos dias, semanas e meses que se seguiram, convidado a colaborar, o excelente maestro José Paulo de Castro Berbel, gentilmente colocou-se à disposição e escreveu um moderno arranjo, específico para orquestração, arranjo esse que foi encaminhado à Banda Musical da Polícia Militar de Bauru, na pessoa do sargento Marcos R. Alves, maestro da banda, para ser ensaiada a parte musical, e uma outra cópia foi enviada à maestrina sra. Sônia Berriel que, não menos gentil, realizou o ensaio vocal, contando, para isso, com um afinadíssimo coral de barítonos por ela selecionado dentre os componentes de seu premiado Coral Arte Viva, e que incluía, para maior brilhantismo da gravação, a participação do próprio dr. Marco Aurélio, filho do autor do hino.

Finalmente prontos os ensaios, o Estúdio Atos 1, na pessoa de seu técnico Wilson Coronel, também convidado a colaborar, deslocou-se, com demais auxiliares e equipamentos, até o estúdio existente no quartel do BPM-4, onde a Banda Militar executara seus ensaios, efetuando-se ali, numa noite de extrema alegria e orgulho, a gravação do atual hino, disponível em todas as rádios, não só da cidade, como em todas as grandes emissoras do País, o que se constata orgulhosamente, principalmente nos dias atuais, no momento em que o Noroeste vive um de seus melhores momentos dentro do principal campeonato estadual do País, com o emotivo apito da “Maria Fumaça” precedendo sons e vozes dessa gravação ecoando em todas as partes onde o hino é exigido e/ou requisitado.

Saliente-se também que todas as pessoas envolvidas neste trabalho de revitalização do hino do EC Noroeste o fizeram de forma voluntária, incluindo a arte de capa do CD, realizada pela FTD Produções, do profissional Francisco Tadeu Duarte Pereira.

O que, talvez, possa ter colaborado com a idéia de se realizar uma nova gravação, tema da reportagem do JC Cultura, é que a principal emissora AM da cidade, a mais ouvida, ainda insiste em divulgar a antiga gravação, aquela amadora, talvez até por sentimentalismo...

No momento em que deixamos claro que o exposto não invalida uma nova gravação, sugerimos, até para uma maior brevidade na concretização do objetivo da maestrina sra. Sônia Berriel, que a divulgação da letra do hino se faça, por exemplo, motivando-se o empresariado da cidade a investir junto a alguma gravadora, na confecção de reproduções desse CD que contém, além, óbvio, do áudio, a letra do hino em sua contracapa, brindando seus empregados com exemplares inseridos nas cestas básicas. Acreditamos até que fornecedores dessas empresas se prontificassem na sua confecção, em troca de alguma publicidade nos CDs. Famílias inteiras estariam familiarizando-se com o hino e respectiva letra.

Outra sugestão seria a Kalunga, Tilibra e afins colocarem em sua linha de produção, cadernos exibindo o escudo do EC Noroeste, na parte frontal, e na capa posterior, vistosamente, a letra do hino. Iniciaríamos uma nova geração de torcedores.

José Esmeraldi

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