Polícia

Mãe de detento reclama do tratamento

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 1 min

Disciplina rígida, medo e violência. De acordo com uma bauruense que é mãe de um detento que está no presídio de Presidente Venceslau, que concentra líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), é assim que vivem os internos da unidade em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

Preocupada com saúde a integridade física do filho, a mulher, que preferiu manter o nome em sigilo, procurou o JC ontem pela manhã para relatar a situação vivida por seu filho, preso há oito anos por furtos e envolvimento com drogas em Bauru, e que há quatro meses foi transferido da cadeia de Pirajuí para Presidente Venceslau.

De acordo com ela, o filho afirma ser espancado todas as segundas-feiras, após a passagem da revista nas celas. Ele afirma que não são fornecidos remédios, e quando é, os presos têm medo de ingerir porque aconteceram casos suspeitos de ingestão de substância tóxicas.

Segundo a mãe, o tratamento dos familiares também é diferenciado. “Para entrarmos, sofremos uma revista minuciosa. Somos escoltados por soldados truculentos, armados com fuzis e com o rosto coberto, até chegar na área de visita. Podemos ficar somente duas horas e toda a comida que levamos precisa ser consumida quase imediatamente, porque senão é jogada fora em seguida”, diz.

A mãe não entende o porque seu filho, hoje com 33 anos, foi transferido para o RDD. Segundo a legislação brasileira, presos que apresentem risco para a sociedade e para a segurança da cadeia em que estão podem permanecer no RDD, regime que restringe visitas, banho de sol e impede a visita íntima.

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