Tribuna do Leitor

Tribuna do leitor 26-02-07


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24 horas sem abastecimento d´água

Sábado, 24/2/2006. São 15 horas, as torneiras continuam secas e o pouco que restava na caixa d´água acabou. Pode parecer absurdo, mas já faz 24 horas que o abastecimento d´água foi interrompido no Núcleo Beija-Flor. Interrupções freqüentes vinham ocorrendo há algumas semanas, mas nenhuma tão longa. Mantive contato com o Departamento de Água e Esgoto (DAE), para saber quando o abastecimento seria normalizado, e um funcionário respondeu que não havia previsão, que, além do Núcleo Beija-Flor, o Núcleo Mary Dota também fora afetado, e que poderia retirar água do caminhão-pipa que estava percorrendo as ruas. Quis saber o itinerário do caminhão-pipa e (pasmem!) disse que não sabia e que era para “ficar de olho, porque poderia passar a qualquer momento”.

A região leste, com seus inúmeros bairros, constitui-se numa “cidade” dentro de Bauru. Aliás, somente o Núcleo Mary Dota é maior em extensão e população, que algumas cidades da região de Bauru. No entanto, acontece o cúmulo de haver interrupção no abastecimento d´água, por 24 horas seguidas. E, pior ainda, sem uma satisfação aos moradores. Um absurdo. Uma verdadeira falta de respeito.

Isto leva a pensar que os nobres vereadores deveriam estudar uma forma de tornar situações desse tipo menos penosas à população, porque, hoje, foram alguns bairros; amanhã, poderá ser toda a cidade. É claro que emergências acontecem, e, mesmo havendo manutenção constante, equipamentos estão sujeitos a falhas, inclusive decorrentes de problemas físicos – chuvas fortes, relâmpagos... –, mas são necessárias medidas imediatas de atendimento à população e algum tipo de prática indenizatória, já que o abastecimento d´água e o tratamento de esgoto são serviços pagos pela população. No caso de interrupções longas, deverá haver informação com antecedência, com envio de informativo residencial, pelo DAE, e divulgação pela imprensa e carros de som. Durante a interrupção, vários caminhões-pipas deverão circular pelas ruas, numa logística capaz de contemplar a todos, com os respectivos itinerários conhecidos de antemão. Por fim, havendo interrupção por mais de um dia, deverá haver um desconto na ordem de 5 a 10% nas contas seguintes dos usuários afetados, já que a falta d´água – um bem natural imprescindível – pode acarretar sérios transtornos, que nem mesmo informações com antecedência e caminhões-pipas podem resolver.

Guilherme Cérigo de Santo – estudante

O ouro de Bauru (II)

Os artigos do jornalista e professor Zarcillo Barbosa têm abordado uma Bauru que poucos conhecem, histórias da formação/evolução da cidade que pautam a realidade da cidade de hoje. E isso ele faz com um olhar crítico e analítico, mas também com carinho. Serve de reflexão para todos que na cidade habitam, bauruenses natos ou não. Parabéns Zarcillo.

Sandra de Cássia Ribeiro - Professora de Sociologia

Terríveis individualistas

É impressionante, para mim pelo menos, exemplos de pessoas que não pensam nem um pouquinho no seu semelhante ou que privam os outros de se beneficiar do bem comum. Alguns exemplos: 1- aquele motorista que ocupa duas vagas de estacionamento ou não deixa espaço para outrem; 2- motorista que dirige “xingando” os demais motoristas por coisas “banais”; 3- motoristas que “confiscam” a esquerda nas avenidas como Duque de Caxias e outras, circulando em velocidade bem abaixo do limite permitido na via; 4- pedestres que querem atravessar as ruas que cortam o “Calçadão” quando o sinal está aberto para os veículos, pressionando os motoristas inexperientes a cometer erros e quase “atropelando” os carros; 5- pedestres que descem das calçadas e invadem a rua, mesmo quando estão próximos veículos que estão na faixa e velocidade corretas; 6- motoqueiros que ziguezagueam entre os veículos, assustando muitos e pondo suas vidas e de outros em perigo; 6- ciclistas que não respeitam as mínimas leis de trânsito, circulando na contramão, avançando sinais vermelhos, circulando nas calçadas, etc; 7- transeuntes que ocupam calçadas de grande circulação, parando para conversar e obrigando os demais a descer o meio-fio para desviar dessas “rodinhas”; 8- pessoas que se esqueceram, ou nunca aprenderam, a dizer “com licença”, “por favor”, “muito obrigado”, e outras “palavrinhas civilizadas”.

Francisco Medeiros - RG 3 729 014

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