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In God We Trust


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O título, inicialmente, pode parecer um tanto estranho. Na tradução seria: Em Deus nós confiamos. Trata-se da mensagem escrita na moeda norte-americana, o dólar, tão cobiçado por tantos.

A mensagem transmitida vislumbra a questão da confiança depositada em um ser superior, que é inquestionável pelo menos para aqueles que acreditam ou professam algum tipo de fé, qualquer que seja a doutrina. Porém, o assunto que gostaria de abordar é sobre o tema confiança entre os seres humanos, como anda?

Será que confiamos plenamente nas pessoas que nos cercam? Será que podemos confiar em nossos líderes e governantes? E em nossos funcionários, parceiros e/ou superiores? E a nossa auto-confiança? Será que confiamos em nós mesmos?

São perguntas que podem nos levar a algumas dúvidas mas que, acima de tudo, ainda precisamos (e devemos torcer) para que todas as respostas acima sejam afirmativas ou estaremos em um caminho tenebroso.

Mas, lembrando de Sartre, cuja uma das frases imortais é “O inferno são os outros”, não seria melhor tocarmos nossas vidas de forma individual e egoísta, esquecendo dos outros e preocupados apenas conosco?! É um assunto complicado, mas o homem não foi criado (nem evoluiu) sozinho! Somos seres sociais, seres políticos e precisamos do convívio em sociedade para prosperar, convívio que deve basear-se na confiança.

E para demonstrá-la, as ações são bem simples. Não entende? Então observe: Prometeu? Cumpra! Ficou responsável por algo? Execute, fazendo o seu melhor! Foi questionado? Responda! Não há nada melhor que a sinceridade! Como disse Nicolau Copérnico (1473-1543) “as especulações de um filósofo estão muito distantes do julgamento das multidões, pois seu objetivo é buscar a verdade em todas as coisas”. Desta forma, podemos até ser incompreendidos nos primeiros momentos, mas após reflexão, o fato mostrará que ter agido com sinceridade foi a melhor opção.

Além da confiança nas outras pessoas, precisamos exercer a nossa auto-confiança. Imagine se Filippo Brunelleschi não tivesse projetado e executado o seu duomo (a cúpula da Catedral de Florença)? Talvez tivéssemos demorado um pouco mais para sair da visão gótica das catedrais! Imagine se Cristóvão Colombo tivesse simplesmente mantido sua navegação paralelamente à costa? A “descoberta” da América talvez tivesse acontecido mais tarde! Sendo assim, precisamos exercer o ato de confiar, ou seja, acreditar, pôr ou ter confiança! Pense nisso!

O autor, Ricardo Henrique Alves da Silva, é cirurgião-dentista, professor universitário e consultor em saúde

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