É constrangedor ver a que ponto estamos chegando com a educação do nosso país, bons professores não são facilmente encontrados e, segundo a matéria do dia 18 de fevereiro no JC, daqui mais ou menos 10 anos o Brasil corre sério risco de ficar sem professores. São raros os estudantes que têm a intenção de se tornar um educador no futuro, mas no passado essa profissão já foi motivo de orgulho por quem a exercia e quem não era professor respeitava e admirava quem dava aulas.
No momento em que vivemos, os salários são baixos, não há mais respeito e nem reconhecimento. São precárias as condições de trabalho, faltam acomodações como carteiras e até mesmo salas de aula em situações precárias. Falta de material didático e materiais de apoio. E na maioria dos casos há um número exagerado de alunos dentro de uma mesma sala de aula. Nestas condições fica realmente complicado passar algum conhecimento aos alunos.
Respeito é uma palavra já esquecida por ambas as partes, tanto alunos para professores como vice-versa, pois alguns educadores já estão exaustos desta situação, claro que ainda tem as exceções que acreditam que as coisas vão melhorar e os alunos ainda respeitarão os professores. Dados os fatos, ter o respeito dos alunos nessas condições não é uma tarefa muito fácil, em alguns casos o professor tem medo dos alunos, pois a segurança já deixou de existir há muito tempo.
Como se não bastasse tanta falta de apoio, ainda temos que falar do minúsculo salário que é um absurdo, um país com um governo que acredita que a educação é uma das melhores saídas para se acabar com a violência e oferecer um salário tão baixo aos professores é revoltante. Alguns educadores têm dois empregos para garantir o sustento da família. Será que depois desse desgaste físico, mental e moral ainda há como preparar uma boa aula aos alunos. A falta de um bom salário é um dos fatores que mais pesam no momento de se escolher uma boa profissão.
Pensar que o Brasil pode ficar sem professores no futuro é preocupante. Como vamos educar nossos filhos sem bons professores. Não dá mais para esperar a atitude dos nossos políticos que estão mais interessados no futuro de alguns clubes de futebol do que na educação, é nosso dever cobrá-los e também procurar fazer a nossa parte, respeitando aqueles que merecem respeito e colaborando para que possamos alavancar nossa educação.
Vitor Rosi Garcia Thereza, estudante