Regional

Sorocabana pede ajuda a prefeituras

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Botucatu - O Hospital Sorocabana pretende pedir doações aos municípios da região de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) para bancar o reajuste salarial dos médicos que atuam na Maternidade. Esta foi a solução encontrada pela direção da unidade para atender a reivindicação dos médicos que deram um prazo de 60 dias para que o hospital consiga verbas extras para o reajuste.

Representantes dos médicos do Hospital Sorocabana voltaram a atender normalmente na Maternidade, na última terça-feira, após 10 dias de paralisação. O corpo clínico aceitou uma redução provisória no pagamento do valor dos plantões por uma período de 60 dias. Durante este período, ficou estipulado que a direção do hospital buscará recursos para manter o valor integral pago por plantões do Programa de Assistência Materno-Infantil do Hospital Sorocabana de Botucatu.

Para cumprir a promessa, serão necessários cerca de R$ 9 mil/mês a mais no caixa do hospital. O diretor administrativo do Hospital Sorocabana, Agostinho Gonçalves, explicou à reportagem que o dinheiro pode vir da doação de prefeituras da região cuja população utiliza os serviços oferecidos pelo hospital.

“Existem muitas cidades da região que se servem do hospital. Então nós estamos pensando em fazer um ofício para os prefeitos destas cidades pedindo uma doação para custear esta melhoria nos salários dos médicos. Queremos ver se firmamos um compromisso com estas prefeituras”, explica.

Segundo Agostinho, pelo menos cinco ou seis municípios da região poderiam ajudar, entre eles Itatinga, Pardinho e São Manuel. “Nós vamos mandar ofício e vamos ter uma audiência com o prefeito local para explicar a situação, afinal, nós estamos atendendo a população da cidade deles também. Então se cada um deles contribuírem com R$ 1 mil ou R$ 1,5 mil por mês já ajuda”, diz.

O diretor do Sorocabana explica que atualmente nenhum município da região de Botucatu contribui com ajuda financeira, mas que acha justo pedir uma contribuição. A justificativa para o pedido, segundo Agostinho, é que o hospital estaria atendendo a todos os pacientes desses municípios que procuram a unidade. “Inclusive, às vezes, quando quebra a condução deles, ou atrasa muito, o próprio hospital encarrega de fornecer um lanche ou dar melhores acomodações às pessoas enquanto esperam a condução voltar”, lembra Agostinho.

Os recursos do Hospital Sorocabana saem do Sistema Único de Saúde (SUS) e do próprio município que é responsável pelo Pronto-Socorro. Agostinho conta que a unidade não tem verba própria e que, por isso, não tem condições de bancar o reajuste dos médicos. Para piorar a situação, o diretor lembra que o único aparelho de raio-x do hospital quebrou anteontem, o que deve gerar mais despesas.

“Estamos procurando na região um técnico especializado que possa resolver o problema”, lamenta, lembrando que a Prefeitura tem um aparelho novo, ainda na embalagem, que estaria parado aguardando o novo Pronto-Socorro ficar pronto. “Enquanto isso a própria população do município fica sem o exame”, critica.

Ao mesmo tempo que tenta encontrar soluções para os problemas que surgem na unidade, Agostinho lembra que dentro de alguns dias o Sorocabana poderá contar com o seu primeiro gerador de energia, após 50 anos de existência da unidade.

“Alguns equipamentos são bastante antigos e estamos fazendo de tudo para melhorar. Tanto é que estamos acabando de instalar o nosso primeiro gerador de energia, coisa que o hospital em 50 anos de atividades nunca teve. Eu consegui o gerador de uma verba empenhado através de um ex-deputado da região”, comemora, ressaltando que agora, quando houver queda de energia, não haverá mais problemas durante a realização de cirurgias.

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