Sabemos que o Brasil está entre as dez maiores economias do mundo. Entretanto, é um país que passa por graves problemas como a violência, o desemprego, a concentração de renda, a corrupção, entre outros. Mas o que deveria ser feito para melhorar esse grave cenário? A resposta é investir de verdade em educação! Deixar o jogo do “faz de conta de lado” e buscar as mudanças através da educação. Precisamos criar mais oportunidades e perspectivas de desenvolvimento para a camada mais jovem da população.
Hoje o jovem vê a escola pública como um fantoche na mão de políticos descompromissados e despreparados. O ensino público está cada vez mais defasado. A progressão continuada vem sendo objeto de economia para os cofres públicos e não um instrumento de melhoria como os políticos e seus bajuladores pregam. Lucas de Bragança Freixo, em um artigo intitulado “É preciso investir na Educação”, ressalta que “A maioria dos jovens brasileiros infelizmente não têm a educação necessária que deveriam ter. Uma grande forma do jovem ter um pensamento crítico construtivo é a leitura, mas as escolas públicas municipais e estaduais infelizmente não incentivam. Hoje, infelizmente, temos que pagar uma escola particular para ter um ensino de qualidade”.
Deveríamos ter uma educação de qualidade, uma educação geradora de esperança e oportunidades. A escola pública deveria ser vista como um lugar “sagrado”, como um ambiente transformador e formador de opinião. Mas, o que vemos é a falta de investimento na educação e isso nos torna “pessimistas”, verdadeiros “cavaleiros do apocalipse”, pois sem educação não conseguiremos construir um país melhor. O Senador Cristovam Buarque escreveu um artigo na Folha de São Paulo em 22 de outubro de 2006 dizendo que “O Brasil tem optado sempre pelo pequeno avanço. No lugar da abolição preferiu leis para aliviar a escravidão, até que ela se esgotou. Mas nada fez para incorporar os ex-escravos. Em vez de uma industrialização consistente, preferiu o protecionismo estatal, com técnicas e capital importados. O resultado é que não temos uma demanda de acordo com o nosso tamanho, tampouco base financeira, científica e tecnológica que promova nossa inserção no mundo moderno com a inclusão de todos os brasileiros”. O Brasil primeiramente precisaria investir na educação, pois vivemos a “Era do Conhecimento” e nesse novo mundo é preciso aprender durante toda a vida para que com seus conhecimentos possam exercer melhor a cidadania e contribuir para o desenvolvimento do país. Buarque lembra, ainda, que “O único caminho para reorientar o futuro e criar uma nação sem desigualdade e sem atraso está em uma revolução que comece pela educação da primeira infância e chegue a consolidação de um forte aparato científico e tecnológico [...] “Uma revolução com o lápis substituindo o fuzil; escolas no lugar de trincheiras; professores, em vez de guerrilheiros; que distribua conhecimento, em vez de concentrar capital nas mãos do Estado”.
A desigualdade social só será extinta da nossa realidade quando houver uma política voltada para a população desprivilegiada, pois vivemos em um país democrático e essa diferença não deveria existir. Somente uma movimentação nacional para o melhoramento no nível educacional do país poderá mudar a cara do Brasil, pois a boa qualidade da educação é uma tarefa essencial para o desenvolvimento do nosso Brasil.
Os autores, Marçal Rogério Rizzo é economista e professor universitário e Lívia Patrícia Pereira é acadêmica do 3º. semestre do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Toledo - UniToledo