Ivanilde Pereira, que foi condenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver R$ 1.176,36 à Fundação Nacional do Índio (Funai), em conjunto com outros dois funcionários do órgão, procurou o JC ontem para dizer que não tem envolvimento no caso. Uma auditoria realizada no órgão concluiu que ela, acompanhada de Rômulo Siqueira de Sá e Mário de Camilo, adquiriram anéis de formatura com dinheiro da Funai.
Pereira entende que a decisão do TCU foi injusta. Ela diz que sofreu pressão dos outros envolvidos para pedir o pagamento das jóias. “Fui pressionada a solicitar a quitação dos anéis à administração da Funai. Também não fui avisada que a Funai não poderia fazer o pagamento”, explica.
Chefe do setor de educação da Funai em Bauru, ela diz que os anéis foram comprados por duas índias que estavam concluindo um curso no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Cada uma comprou um no valor de R$ 200,00.
“O meu erro foi ter solicitado o pagamento. Eu não sabia que a Funai não podia arcar com esses custos. Só cumpri ordens”, alega.
Ainda ontem, Mário de Camilo informou que procuraria o JC para falar sobre o assunto, porém não compareceu até o fechamento desta edição. Rômulo de Sá não foi encontrado pela reportagem. Anteontem, a Funai informou que ele estaria em Rondônia.
Ao todo, os três terão de ressarcir a entidade em mais de R$ 8 mil. Sá e Camilo foram condenados também por ter locado veículos, com dinheiro da Funai, para uso pessoal.