Quando são atrativas e movimentadas, as áreas verdes e praças também são disputadas pelo público. O Bosque da Comunidade, o “calçadão” da avenida Getúlio Vargas e a Praça Portugal às vésperas do Natal são exemplos. A ponderação é da professora de paisagismo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Norma Constantino.
“As vezes, pelo próprio estado em que elas se encontram, a população não usufrui”, comenta. Um outro fator que conta contra a utilização dos espaços públicos é a segurança. Mas quando a área é movimentada, o sentimento de risco diminui, acrescenta.
Abandonadas, as áreas verdes passam a ser ocupadas por pessoas que, muitas vezes, podem afugentar outras, diz o arquiteto Maurício Costa. Diante dessa nova realidade, a praça está perdendo o caráter público para a qual foi criada e usufruída desde a Grécia antiga.