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Abrec tem 106 cadastrados

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 1 min

A Associação de Apoio e Assistência ao Renal Crônico (Abrec) tem 106 cadastrados, todos sob tratamento. “A maior dificuldade é a aceitação da própria doença e a conseqüente negação em iniciar o tratamento”, explica Roseli Pereira Lemes, da assessoria de imprensa da entidade.

Os doentes renais crônicos perdem, especialmente, a capacidade de filtragem dos rins, precisando, em casos avançados da doença, se submeter a sessões de hemodiálise. Este procedimento filtra o sangue para a retirada de substâncias tóxicas produzidas pelo organismo, já que os pacientes não urinam e, em muitos casos, não transpiram.

O processo de diálise, segundo a Abrec, é desconfortável, causando câimbras, quedas de pressão, ressecamento da pele, angústia e sonolência. Em Bauru, o processo é feito no Hospital de Base (HB) através do Sistema Único de Saúde (SUS). “A demanda de pacientes é grande e muitas pessoas vêm de outras cidades para realizar o tratamento, que dura quatro horas em dias alternados”, informou Lemes.

A diálise pode ainda ser feita através de uma sonda presa ao paciente. Mas futuramente, farão o tratamento no hospital. Segundo levantamento da Abrec, em Bauru, cerca de 70 pacientes fazem a diálise com a sonda em casa e outras 30 controlam os problemas renais crônicos por vias ambulatoriais, já que possuem ainda de 60% a 70% das funções renais.

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