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Prédios públicos são alvos de granadas

Folhapress
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Rio - Duas granadas foram lançadas na madrugada de ontem, contra as sedes das secretarias de Segurança e a Defesa Civil do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Um dos artefatos explodiu, mas ninguém ficou ferido. O alvo do ataque foi o posto de gasolina na rua Silva Fernando, no bairro Parque Duque, onde funcionam os dois órgão municipais. No local, também são abastecidos os carros oficiais do município.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, funcionários do posto ouviram estrondos, mas não viram movimentação de carros ou de pessoas. Pela manhã, uma granada foi encontrada sem ter sido detonada. Um carro da prefeitura apresentava estilhaços do segundo artefato. O Esquadrão Anti-Bombas isolou a área para explodir a granada que restava. Não é a primeira vez no ano que prédios oficiais de Duque de Caxias são alvos de criminosos. Há duas semanas, a sede da Prefeitura foi alvejada por vários disparos. Ninguém ficou ferido na ação. Em dezembro, o município também teve atos de vandalismo.

Durante os ataques de facções criminosas que vitimaram 20 pessoas no Rio, a biblioteca do centro cultural Oscar Niemeyer, na praça do Pacificador, uma das mais importantes da cidade, foi alvo de ao menos 13 tiros de metralhadora durante a madrugada.

Policiais mortos

Cinco policiais militares (PMs) foram mortos no Rio nas duas últimas noites - três em serviço, dois à paisana. O último foi assassinado anteontem: o soldado Marcel Soares de Souza, 32 anos, que não estava trabalhando, foi baleado na cabeça dentro de seu carro, em Oswaldo Cruz (zona norte). Na quinta-feira, o cabo Sebastião Silva Santos, 36 anos, e o soldado Fábio Roberto da Silva, 32 anos, ambos do 9.º BPM (Rocha Miranda), foram mortos na patrulha em que estavam, em um posto de gasolina em Vicente de Carvalho (zona norte).

Os criminosos dispararam cerca de 60 tiros. Um fuzil e duas pistolas foram roubados. A PM fez uma operação de madrugada no morro do Juramento em busca dos assassinos. Um homem não-identificado, apontado como criminoso pela polícia, foi morto. Cerca de 300 pessoas compareceram ao enterro dos dois policiais. “Não haverá uma matança, mas buscaremos os responsáveis”, disse o comandante-geral da PM, Ubiratan Ângelo.

Também na quinta e também dentro de um carro-patrulha, o policial militar Fábio Militar Luís Gadelha, 29 anos, foi morto a tiros de fuzil na avenida Brasil, na altura de Bonsucesso (zona norte). Outro policial à paisana morto na quinta foi Cláudio Ferreira da Silva, 29 anos, que estava num ponto de ônibus.

A polícia suspeita que os assassinatos, pelo menos os dos PMs em serviço, possam ser uma vingança contra a operação de terça-feira no complexo do Alemão, quando foi estourado um paiol. Ainda na quinta, em Inhaúma (zona norte), o terceiro-sargento da Aeronáutica Alexandre Lima dos Anjos, 46 anos, foi morto com um tiro na cabeça em um carro oficial das Forças Armadas.

Indenização

Na próxima segunda-feira será apresentado na Câmara o projeto de lei que propõe a indenização pelos governos estaduais e federal de vítimas de balas perdidas em ações policiais. Autor do projeto, o deputado Flávio Dino (PC do B-MA) disse anteontem no Rio -onde participou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de audiência com pais que perderam filhos de forma violenta - que a indenização será administrativa. A vítima ou seus parentes não mais precisariam ir à Justiça buscar ressarcimento financeiro.

Ontem, Vanessa Calixto dos Santos, 24 anos, foi baleada no tórax num tiroteio entre policiais e traficantes na Cidade de Deus. Segundo o Hospital Lourenço Jorge, seu estado de saúde é grave (leia texto ao lado) Ela é a sexta vítima de bala perdida só nesta semana.

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