O anel viário está previsto no Plano Diretor do Município, como uma das prioridades para os próximos dez anos, mas a execução da obra completa poderá levar muito mais tempo. Isso porque o projeto prevê obras caras como a construção de uma avenida às margens do córrego Água Comprida e a finalização do viaduto sobre os trilhos da Fepasa.
Na hipótese da construção de um anel viário mais ao Centro (veja mapa), a conclusão do viaduto é a que vai dar mais trabalho. A obra, com certeza, ajudaria a desafogar o trânsito no Centro da cidade, mas ela não é unanimidade. Na opinião do vereador Marcelo Borges (PSDB), com o dinheiro usado para terminar o viaduto seria possível fazer outras obras viárias, com um alcance muito maior.
Ele cita como exemplo o prolongamento da avenida Darcy César Improta, no Jardim Flórida, até a rua Radial 2, no Jardim Pagani, e seguindo até o Parque City, às margens da rodovia Bauru-Iacanga. Outra sugestão do vereador é o prolongamento da avenida Nuno de Assis até a rua São Sebastião, no Jardim Prudência, seguindo ao lado dos trilhos da Fepasa.
Ele sugere ainda a abertura de uma rua para ligar o Núcleo Gasparini aos bairros vizinhos Pousada da Esperança e Vila São Paulo. Segundo o vereador, existem algumas ruas que já estão prontas, mas falta a pavimentação, como a avenida Doutor Mário Oliveira Mattosinhos, na Vila Aviação, próximo à rodovia Marechal Rondon, e três quadras da avenida Waldemar Guimarães Ferreira que liga a avenida das Bandeiras à avenida Elias Miguel Maluf, próximo à Chácara Cornélia. Além disso, seria importante para o escoamento do trânsito, na avaliação do vereador, concluir a avenida Comendador José da Silva Martha.
Obras de impacto
De acordo com Marcelo Borges, são obras de custo reduzido, mas que juntas teriam um grande impacto no sistema viário da cidade, além de facilitar a ligação entre os bairros.
Além de dispor de muito dinheiro para concluir o viaduto, a prefeitura teria de fazer desapropriações e isso também não é barato. O viaduto serviria para ligar a avenida Nuno de Assis à avenida Alfredo Maia, na Vila Falcão.
Já a avenida do Córrego Água Comprida serviria para ligar a avenida Rodrigues Alves, no Jardim Redentor, à avenida Antenor de Almeida, no Residencial Odete, próximo ao câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
A avenida passaria entre o Parque Camélias e o Núcleo Geisel e cruzaria a avenida Nações Unidas. De todas as obras previstas no Plano Diretor, essa seria a mais cara. Outro grande entrave à concretização do anel viário é o prolongamento da avenida Nações Unidas em direção à região Norte da cidade.
Projetada desde 1996, além ligar o Centro da cidade à região Norte e à rodovia Bauru-Marília, a Nações Norte traria desenvolvimento para aquele pedaço da cidade, hoje pouco habitado. “É preciso ocupar aqueles espaços vazios. Em vez de concentrar tudo na Zona Sul, queremos desenvolvimento também na Zona Norte”, alega a arquiteta Maria Helena Rigitano, que coordenou a elaboração do Plano Diretor.
O prolongamento da Nações está orçado em mais de R$ 28 milhões. A despesa foi autorizada pelo ex-governador Cláudio Lembo (PFL) no ano passado, mas o dinheiro ainda não foi liberado. A prefeitura continua aguardando a formalização da parceria com o Estado.