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PM é executado após sair de baile funk; vítima de bala perdida morre

Folhapress
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Rio - O policial militar (PM) Douglas de Oliveira Carneiro, 35 anos, foi morto, na madrugada de ontem, logo após sair de um baile funk, em São Gonçalo (a 25 km do Rio). O cabo é o sexto policial morto no Rio desde a última quinta-feira - três em serviço, três à paisana. De acordo com testemunhas, Carneiro foi cercado e executado por um grupo numa rua próxima ao clube. O crime aconteceu por volta das 4h da manhã.

O cabo estava acompanhado de uma jovem de 21 anos, que não teve o nome divulgado por familiares. A mulher foi baleada na perna e está internada num hospital da cidade. Ela deve depor nesta semana sobre o caso. Carneiro trabalhava no 1.º Comando de Policiamento do Interior (Niterói). O corpo do policial foi sepultado na tarde de anteontem.

O assassinato está sendo apurado pela 73.ª DP. Neste ano, entre janeiro e fevereiro, cinco policiais militares já foram mortos no Estado durante o trabalho. No ano passado, 29 PMs foram assassinados nesta situação.

Bala perdida

Luiz Cláudio Nascimento Sousa, 26 anos, morreu ontem depois de ser atingido por uma bala perdida, dentro de um ônibus da viação Santo Antônio, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Fabiana Marcelo Rodrigues, 6 anos, ficou ferida por estilhaços. Com Sousa, chega a três o número de mortos por balas perdidas na última semana. Vanessa Calixto dos Santos, 24 anos, atingida na sexta-feira, morreu ontem no hospital Lourenço Jorge, na Barra, zona oeste.

O estado de saúde da empregada doméstica era muito grave. Ela tinha quatro filhos e foi atingida quando ia buscar o caçula, de dois anos, na escola e ficou em meio a um confronto entre policiais e traficantes, na Cidade de Deus. Roni de Brito Teixeira, 39 anos, morador da favela da Grota, no complexo do Alemão, foi atingido por uma bala perdida, anteontem, numa troca de tiros entre PMs e traficantes - em que um suposto criminoso morreu.

Teixeira levou um tiro nas nádegas quando descia do ônibus, na Penha, na zona norte, e foi levado ao hospital. Ele não corre risco de morte. No mesmo complexo do Alemão, outras quatro pessoas foram atingidas por balas perdidas durante uma operação policial na favela na última terça. Depois da morte da menina Alana Ezequiel, 12 anos, na semana passada, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou a criação de um banco de dados para contabilizar as vítimas de balas perdidas no estado.

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