Dia 8 de março é o “Dia da Mulher” e eu nunca vi no calendário nenhum “Dia do Homem”. Isso significa que todos os outros dias são deles? A observação é de um colunista respeitado da Capital e com a qual eu concordo plenamente. Eu, como toda mulher, adoro ser homenageada com flores, mensagens, presentes e tudo o que a feminilidade nos favorece, pois merecemos por termos conquistado direitos, por tornarmos a vida tão bela e suave (reconheço, nem sempre), pela nossa intuição, por sermos guerreiras, protetoras, sensíveis, versáteis, embora isso não seja privilégio nosso apenas. Há homens que superam muitas mulheres nessas características tidas como femininas. O fato é que nos complementamos. E vamos dizer o que é verdade, não somos tudo isso não. Somos muito chatas, às vezes. A data, na verdade, é para reflexão e apelo comercial, mas é uma delícia. Para o triângulo (tá na moda o termo, né?): mulher, homem e comércio.
Achei interessante. Este este ano, fiquei reparando. Havia um clima mais bonito na cidade, no ar. Mais do que no ano passado. Mulheres andando com uma flor na mão e sorrindo. Até o moço que vende bugigangas no farol me cumprimentou no “Dia da Mulher”. Bom de “marketing”.
Seja por interesse comercial ou, seja porque o “vizinho fez, então, se eu não fizer minha mulher vai ficar chateada comigo, vou levar uma flor para ela”, o importante é que a energia fica diferente, mais leve e amorosa nestas datas, porque há doação coletiva de afeto, sorrisos em multiplicidade. No tempo das cavernas, o homem arrastava a mulher pelos cabelos chão afora para dentro da sua caverna particular para “amá-la”.
Hoje, homens e mulheres enebriados de encantamento só apontam qualidades no ser amado na época da conquista. Mulheres e homens criticam e apontam defeito naquele que foram seu “deus” depois de passada a paixão.
A verdade é que um não sobrevive sem o outro. Desde os tempos das cavernas. Ou de Adão e Eva.
Hoje, vemos a mulher trabalhando, assumindo cargos de grande importância mundial, participando, estudando e, graças a Deus, (quase) o sumiço da “Amélia”. A mulher deixou de ser aquele ser frágil e desprotegido e já conquistou muito do que queria. Muitas delas, hoje, até exploram os homens. Infelizmente.
Então, o fato de hoje não existir o “Dia do Homem” é uma injustiça com eles, pois há grandes homens tanto públicos quanto no anonimato que merecem ser homenageados tanto quanto as mulheres e as crianças no seu seu dia.
Ou então, o que vamos entender? Prefiro entender que se esqueceram de criar um dia para eles. O colunista que citei no início gostaria que fosse extinto o “Dia da Mulher”. Sou contra. Sou a favor da criação do “Dia do Homem”. A economia do nosso País precisa de tais datas.
Lucinha Svizzero