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Mães criticam sistema de progressão continuada e aprovam mudanças

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 1 min

Mães de alunos consultadas pelo JC aprovam alteração na progressão continuada. A inspetora Cristiane Moraes, 29 anos, cujo filho de 10 anos cursa a 4.ª série do ensino fundamental em escola estadual, não poupa críticas ao atual sistema de avaliação. “O ensino está muito fraco e os alunos estão passando de ano sem saber ler e escrever”, afirma. “Isso é unanimidade entre as mães”, completa.

Ela conta que seu filho não teve grande evolução intelectual durante os três primeiros anos de ensino fundamental. “Ele tem muita dificuldade em ler e escrever. Isso eu comprovo em casa. Incentivo ele a ler, mas percebo a falta de familiaridade. Quanto à caligrafia, muitas vezes ele escreve e não entende a própria letra. Os professores devem decifrar o garrancho”, diz, se lembrando de antigas exigências como cadernos de caligrafia.

A mãe revela que repetiu a 1.ª série por duas vezes e se lamenta por hoje não ocorrer o mesmo. “É uma garantia de que a criança estude as mesmas matérias até entendê-las para depois poder aprender coisas novas”, acredita. “Com avaliação mais periódica, creio que melhore, mas ainda tenho receio de que ele (filho) não consiga fazer cursinho e passar em um vestibular”, completa.

A servente Maria Isabel Conceição, 46 anos, tem um filho de 12 anos que cursa a 7.ª série do ensino fundamental em escola do Estado. Ao contrário de Cristiane, ela não reclama do ensino, porém incentiva a redução na progressão continuada.

“Ele (filho) sempre estudou em escola estadual e acredito que o seu nível é satisfatório. Mas se fosse avaliado mais vezes seria melhor porque daria para descobrir as matérias que ele tem mais dificuldade e ele seria obrigado a estudá-las até aprender”, opina.

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